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sábado, 26 de novembro de 2011

Aprendendo a Ouvir os Deuses



Escrito por Mavesper Cy Ceridwen

Aprender a ouvir os Deuses Antigos é uma das principais bases da prática wiccaniana, e disso depende o início de uma prática realmente eficaz.
Mas que seria esse ouvir os Deuses? Seria desenvolver dons de clariaudiência ouvindo vozes em concreto, com conselhos, instruções etc.?
Olha, pode até ser que em determinadas ocasiões os Deuses sejam assim tão diretos, já vi isso acontecer. Mas normalmente o que se chama “ouvir os Deuses” se traduz em uma conexão profunda, que inclui inspirações, insights, conhecimento que vem de um lugar que você nem sabia que existia. Vem na forma de certezas, vem como intuição. Pode também vir na várias formas da Visão (definida esta como qualquer maneira de obter conhecimento que esteja além dos 5 sentidos).
Mas creio que, acima de tudo, aprender a ouvir os Deuses tem a ver com observar a própria vida. O que vem acontecendo com você? Que questionamentos as pessoas que te cercam vem colocando? Como as “coincidências” trazem de volta a sua vida determinas circunstâncias ou pessoas ou como as afastam? Que recado os Deuses estão dando a você com a sua própria vida? Fazer essa pergunta e aprender a respondê-la é a chave maior da percepção do que os Deuses Antigos esperam de você. Mas há que se ter cuidados nesse Caminho.
As armadilhas são muitas, porque as pessoas de ego mais fraco terão a tendência de se auto-justificar nas coisas mais absurdas alegando que “os Deuses mandaram fazer isso ou aquilo”. Isso é idêntico a atribuir a anjinhos ou diabinhos as circunstâncias da sua vida. Isso não é pagão. Auto- ilusão é o nome dessa armadilha.
Muitas vezes já escutei o questionamento: “Como você sabe que o que os Deuses dizem a você é o correto?” ou ainda “Por que quando você escuta os Deuses acha que esta certa e quando eu dou minha versão acha que estou errada?”
Há parâmetros muito simples para identificar a autenticidade de uma comunicação ou inspiração dos Deuses. Se o que alegadamente foi inspirado só leva a pessoa a manter atitudes auto-destrutivas, a faz perpetuar os mesmos erros e só leva em conta suas conveniências pessoais, obviamente a única “divindade” que ali esta se manifestando é o próprio umbigo da criatura... Os Deuses não indicam jamais o caminho mais fácil, o mais cômodo, nem o mais “cor de rosa”. Os Deuses indicam caminhos de desafios, complexidades, dificuldades, caminhos que levarão você a desafiar seus limites, crescer e amadurecer.
É por esses parâmetros que você deve julgar se já ouve ou não a voz dos Deuses. Se essas vozes indicam a você um caminho que leva ao ócio, a auto-celebração da mesmice e a um caminho de sacerdócio “confortável” e sem desafios, então você esta somente endeusando sua própria vontade e cedendo a impulsos internos de não crescer.
O Iniciado, o Desperto, sabe que a voz dos Deuses, embora algumas vezes seja sim bem “cor de rosa”, nunca vai nos levar à mesmice nem à estagnação. Nesse ponto é que a prática em grupos é muito importante: nos grupos os demais membros são guardiões da sua prática e testemunhas da sua vida, para você mesmo não se deixar cair nas armadilhas das facilidades. O mesmo papel tem um Iniciador.
Quem caminha só tem que ter redobrados cuidados para não fazer da sua voz e da voz de suas fraquezas uma pretensa voz dos Deuses.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Categoria de fragância de óleos:




DOCE: Baunilha
Heliotrópio
Violeta
Mirra

ÁCIDO: Laranja
Limão
Lima
Verbena

ALMISCARADO: Almíscar
Almíscar Escuro
Patchouli

MADEIRA: Sândalo
Pau-Rosa

ARDIDO: Cravo
Pimenta-da-Jamaica
Canela
Louro
Lavanda
Bergamota

FRUTAS: Fruta da vida
Cereja
Laranja
Maça
Abacaxi

MENTA: Hortelã
Pimenta
Menta
Bálsamo
Sálvia

FLORES: Rosa
Jasmim
Gardênia
Madressilva
Tuberosa
Magnólia

Retirado do livro: O Grande Livro de Magia da Bruxa Autora: Lady Sabrina

O Mago

Autoria: CAMOS

O Mago aprendeu a olhar o mundo ao seu redor e aprender com ele.

O Mago compreende a unidade e por isso vê a todos como seu semelhante.

O Mago respeita a natureza e os animais, pois sabe que são nossos irmãos menores.

O Mago respeita até a opinião de uma criança, pois sabe que habita ali um Deus.

O Mago presta muita atenção no que se alimenta, pois sabe que é daquilo que irá constituir seu corpo físico.

O Mago respeita todas as religiões, pois sabe que são apenas pontos de vistas diferentes do sagrado.

O Mago conhece as energias ao seu redor, podendo assim usa-las ao seu favor.

O Mago sabe que o corpo é apenas um veículo, não deixando assim se escravizar por ele.

O verdadeiro Mago não segue a tradição, ele aprende com ela, à utiliza quando necessário e progride em sua evolução.

fonte do texto e foto: http://cronicasespiritualistas.blogspot.com/2010/05/o-mago.htm

Filtro dos Sonhos


Filtro dos Sonhos

Os Filtros dos Sonhos são artefatos xamânicos criados a partir de aros orgânicos trançados por teias de linha. Originalmente, eram feitos com galhos de salgueiro, bem como decorados com artefatos simbólicos, como penas, sementes e pedras preciosas.
Originou-se na tribo dos Ojibwa e durante o movimento indígena dos anos 60 e 70 foram adotados por nativos americanos de diversas nações.
Passaram a ser vistos como um símbolo da unidade entre as várias nações indígenas, e como um símbolo geral da identificação com as primeiras culturas das nações.
Existem várias lendas de origem, de acordo com cada tribo e também diferentes formas de tecer um Filtro dos Sonhos. É uma mandala. Segundo Jung, a mandala se encontra na própria alma humana, aparecendo nos sonhos e em diversas imagens criadas pelo nosso inconsciente.
O Circulo Representa, o Círculo da Vida. As rodas, ou círculos, representam a totalidade. O círculo é o símbolo do Sol, do Céu e da Eternidade. No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim.
Qualquer que seja a representação simbólica em qualquer era e em qualquer cultura, um Círculo de Poder, serve como um espelho, onde podemos ver o reflexo do Universo e o Grande Tudo, que contém a totalidade, trabalhando para o entendimento dos mistérios da vida, do cosmos, e das leis naturais.

(autoria desconhecida)
Criado pelos índios que acreditavam que os sonhos são mensagens de espíritos sagrados.
Segundo a lenda, o filtro permite que os bons sonhos atravessem o círculo central
da teia e que sejam retidos, desaparecendo com os primeiros raios do sol da manhã.
É usado contra os espíritos que perturbam o sono. "No topo da montanha, o grande espírito surgiu em forma de aranha para o velho índio que segurava um aro nas mãos... começou a falar sobre os ciclos da vida e da morte, das boas e más forças que agem sobre nós nestas fases... No centro está o círculo representando a vida... a teia suspensa se move livre pegando os sonhos e visões que estão no ar: eles vem do espírito que ocupa o ar da noite. Os bons descem pelas penas até alcançar quem está dormindo, abençoando com sonhos agradáveis. Já os sonhos ruins ficam presos na teia, sumindo com o nascer do sol..."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Desejo Sincero é que Impulsiona a Ação


Por Binha Martins (colaboradora da UWB)

bifurcacao

Quando nosso desejo é sincero, o ato de pensar nele como vivenciando-o já é uma ação muito importante. É exatamente o pensar; o visualizar que nos leva a concretização do desejo.
Pule todos os pensamentos que definam como aquilo vai acontecer...
Pense apenas no objetivo final, pois o Universo se encarregará de mover as energias necessárias para que o desejo se realize.

Nem se importe em ficar calculando como chegar nesse objetivo... Apenas aja da maneira que sentir ser o certo.
E faça as visualizações diariamente do desejo já realizado...
Veja o ambiente e as pessoas, toque em tudo que puder... Use seus sentidos... E em breve terá uma maravilhosa surpresa... Porque está seguindo pelos bons caminhos... Os caminhos do coração.

fonte: http://www.uniaowiccadobrasil.com.br

Lições Não Encontradas em Livros

1) Dentro de um círculo, a confiança é uma necessidade absoluta.
Conhecer a pessoa antes que você esteja disposto a entrar no espaço sagrado com ela. Mas o que fazer quando um ritual é público e você não conhece as pessoas? Tenha certeza de suas emoções, que estão equilibrados para que nada posso atingí-los de maneira grave ou que suas emoções não atinja e atrapalhe a vida das pessoas que estão ali. Afinal, um ritual é um momento de celebração, de harmonia, de confraternização.
2) Faça um feitiço apenas quando estiver preparados.
Magia não deveria ser um primeiro recurso. A utilização de meios não-mágicos devem ser aplicadas sempre que possível e conveniente. O excesso de magia, como qualquer outra coisa, torna-se uma muleta que pode desequilibrar sua vida.
3) A profecia é uma espada de dois gumes.
Lembre-se disto, se você lê tarô, I-Ching, Runas ou qualquer outro meio de adivinhação ou análise pessoal, estar preparado para ter a leitura para ir em direção que você não espera e estar preparado para eles. Lembre-se da lição de Cassandra (na mitologia grega) que às vezes você pode mudar o futuro e às vezes você não pode, e só o tempo dirá qual é qual. Se você não consegue lidar com a possibilidade de seu uso pessoal ou expectativas quer estar errado, então você não deve consultar um meio de adivinhação. Eu tenho visto até mesmo de longa data do ofício-folk que esquecer essa lição no calor da emoção.
4) Não existe uma resposta mágica por trás de tudo.
Conheço algumas pessoas que se tornaram tão obcecadas em sua paranoia pessoal de algum tipo de 'ataque mágico "ou" influência mágica' que tal se tornou a sua desculpa para tudo o que ocorreu em torno deles, mesmo quando simples respostas não-mágicas existisse para explicar o que tinha ocorrido. O número de praticantes de magia no presente é muito pequena e a maioria tem um raio de influência que não se estendem por conta própria. A coleta de energia de ódio ou vingança emocional para conseguir um ataque mágico em outro não é feito facilmente ou rapidamente e tende a prejudicar o atacante mais vezes em seguida, o alvo. Olhe com a lógica de uma situação.
5) Diversifique.
Não depender ou olhar em apenas uma filosofia única ou aplicação mágico - um especialista é geralmente alguém que se que crescer além dos limites que estabeleceram para si próprios.
6) Um professor único não é suficiente.
Você vai passar a vida como um estudante real, mesmo que os outros um dia declarar-lhe um professor líder ou Alta Sacerdotisa. Reúna de muitos para encontrar o seu caminho. Não deixe ninguém dizer que só existe um sistema de crença verdadeira, uma verdadeira divindade, uma maneira de abordar uma situação ou um professor para acompanhamento.




7) No final, vocês são solitários.
Todos os praticantes de mágica são forçados a depender de sua própria vontade, separando as muitas comunidades e grupos com distância, tempo ou crença. Você provavelmente vai passar mais tempo solitário do que em grupo. Esteja preparado para enfrentar isso, quando isso acontece. A Comunidade Pagã é pequena demais para estar em toda parte para todos ou até mesmo para sempre ajudar a sua própria (apesar de tentar fazê-lo é uma meta que eu sinto vital para expandir a comunidade). Você deve se tornar suficientemente equilibrado e aterrado para lidar com a solidão e praticar suas crenças sozinho, especialmente em tempos de dificuldades e adversidades.
8) Não seja muito rápido para assumir o papel de um professor, ou supor que um aluno não pode ensinar-lhe algo em troca.
Você pode realmente explicar o que você acredita e não dentro de sua crença de forma coerente? A pessoa a ser ensinado realmente quer aprender tudo isso e eles são sinceros, ou são apenas curiosos ou de uma "viagem de poder? Aprender a saber quando alguém está pronto para aprender é uma das lições mais difíceis que você deve saber se você propositadamente ensinar. Não dê uma granada de mão a uma criança de três anos e esperar resultados positivos.
9) Nem todos os caminhos e filosofias são desejáveis.
Há muitos que são auto-destrutivos, puramente auto-indulgente ou uma combinação de ambos. Se o caminho não pode ensinar-lhe alguma forma de paz interior consigo mesmo e com o que você está fazendo na vida ou é dedicado a manipular os outros para conseguir seus benefícios pessoais, então é fim do caminho, que é uma cul- de-sac no caminho do crescimento.
10) Não faça o que se sente desconfortável.
Se executar um ritual, usando uma forma de magia, recitar um canto / oração ou realizando uma atividade se sentir desconfortável, errado, doloroso então não é para você se envolver com ele naquele momento. Ouça a voz interior do seu espírito e siga o seu exemplo. Intuição é um dom poderoso, use-a.
11) Você vai ter que arriscar.
Magia não funciona por si própria e karma positivo não vai ajudar se você combatê-lo quando ele pretende restaurar o equilíbrio em torno de você. Não é o suficiente para lançar um feitiço de prosperidade e depois ficar em casa e esperar por uma carta no correio de Ed MacMahn com um cheque na mesma! Você tem de tomar medidas não-mágicos para facilitar as coisas. Elenco um trabalho fóruns nova magia? Claro, mas então não abaixe a oportunidade de ler listas de empregos, currículos e-mail ou comparecer a uma entrevista! Trabalhando para curar um cônjuge doente? Ok, mas tenha certeza que ele está recebendo assistência médica, o suficiente para comer. Atenção, cuidado, terapia, etc. para ajudar a magia no seu caminho!

A Magia Antiga


Magia Lunar



Nos tempos antigos, as strega tinham a posição de Sacerdotisa da Lua. Nas regiões costeiras e nas ilhas, as strega também poderiam ser Sacerdotisas do Mar. O uso da água do mar era um aspecto importante na Magia Lunar. Pois se "carregava" a água e liberava-se essa carga através da evaporação.
A lua é o ponto de foco da Terra. A Lua absorve, condensa e canaliza todas as forças que são recebidas pelo planeta.
Aradia disse a seus discípulos para procurar pela Lua para qualquer propósito mágico.
A Lua é o corpo capaz de "prender" força cósmica, desta forma, é necessário que saibamos como faze-lo.
O campo eletromagnético da Terra recebe e coleta energias. O campo da Terra é grandemente influenciado pela Lua. Por causa da mudança de órbita da Lua, ela pode juntar energias de todo o cosmos durante os 28 dias de seu ciclo - que é considerado rápido. É claro que a Lua é a mediadora de energias tanto para as práticas mundanas como mágicas. O papel do Sol é de ser um amplificador. Ele gera poder "cru" e aumenta as energias que já se apresentam no campo da Terra.
Os rituais devem ter relação com as fases da Lua. Quanto a isso, é como na Wicca. Os rituais da Lua Cheios têm um poder magnífico, inclusive é um momento interessante para lidar com os outros planos de existência.
O uso de prata é muito comum, pois é um metal que acumula bem a energia lunar.
Existe um altar ritual para a Lua; este se torna um ponto de foco de energia. As mulheres são vistas como as que carregam a energia da Lua dentro delas. Os homens também têm isso, mas as mulheres têm uma ligação mais próxima. Para montar este altar, ele deve ficar no quadrante oeste. No centro dele, coloque uma vasilha com água salgada. Coloque uma concha branca no centro da vasilha. Ao faze-lo, sussurre o nome da Deusa daquela fase da Lua: para a lua nova (e crescente) é Diana; a lua cheia é Jana; e a lua minguante é Mania. Ao redor da vasilha coloque nove pedras brancas, pérolas ou conchas, formando um crescente. Note que se o trabalho mágico for construtivo, os objetos devem ser colocados ao redor da vasilha em sentido horário,
e se o trabalho for destrutivo, em sentido anti-horário. A cada concha que for posta, diga o nome da Deusa que tem influencia sobre o que você deseja. Incensários da Lua são colocados de forma que formem um triângulo: se a base estiver para cima, então a finalidade é destrutiva, se a base estiver para baixo, à finalidade do trabalho é criativa.
Também coloque uma pedra escura no canto esquerdo do altar e uma clara ou branca na parte direita do altar.
Então, a medida com que o ritual prossegue, o grupo ou a strega carrega a água salgada da vasilha com a energia do ritual - como o cone de poder dos rituais wiccanos. Esta energia é vista saindo da aura do individuo e entrando pela ponta do athame, na aura da sacerdotisa, que direcionará com seu athame, toda a energia para a água. Toda essa carga deve ser liberada. Algumas formas são tradicionais: ferver a água joga-la no fogo ou num riacho ou água corrente. Se for à água corrente, essa rima é utilizada:

Water to water A Witch's spell I give this stream To speed it well.


PARTE 1

UMA VISÃO GERAL

1. Crenças da Strega

Na Itália e nas cidades da América com grandes populações de italianos ou descendentes, bruxas da “velha escola” podem ser encontradas. Em quase todas as cidades ou vilas, alguém poderá te apontar uma strega que possa colocar ou tirar o Malocchio (mal olhado), ou usar óleo de oliva para curar ou para adivinhações. No coração da strega vivem os “espíritos do antigo”, pois está é uma antiquíssima crença. Sente-se com elas e te contaram estórias dos elfos ou das Lasa que são conhecidas como Os Antigos. Você aprenderá sobre a sacralidade do fogo, sobre as forças por traz da natureza. A voz do vento sussurrará aos teus ouvidos enquanto a strega fala... você sentirá e conhecerá.
As crenças das streghe envolvem amuletos para repelir ou atrair energias. Gestos de poder, sinais que podem ser lidos em toda a natureza. A Deusa coroada com um crescente e o Deus Astado são adorados pelas strega. Também são conhecidos por diversos nomes: Tana e Tanus, Fana e Faunus, Jana e Janus. Os nomes mais comuns para os Deuses da Stregheria são: Diana e Dianus (Lúcifer); e os nomes mais antigos são Uni e Tagni.
A natureza é vista como a manifestação das forças ou leis espirituais. A Magia é a arte de entender e interagir com estas forças, de uma forma que possam ser influenciadas. Como este sistema é mantido em ordem por espíritos e deidades, existem técnicas milenares de interagir e lidar com estes seres astrais – de forma que façamos nossas influencias e vontades.
No norte da Itália, existe uma região chamada Toscana. Lá uma forma de stregheria um pouco mais peculiar é desenvolvida. Esta forma é extremamente simples, mas pouco lembra os rituais cerimoniais modernas. Há uma grande influencia etrusca nesta forma de bruxaria, onde os Deuses e espíritos são de origem etrusca. Estas bruxas raramente fecham um círculo sagrado para fazer seus feitiços e rituais. O importante para elas é que haja um campo onde possam trabalhar. Elas utilizam uma varinha (o instrumento mais primário da bruxaria) e gestos de poder com encantamentos (chants).
Os Deuses reverenciados pelas streghe toscanas são a Deusa Uni e o Deus Tagni. A natureza também é reverenciada pelos elementais: Fauni e Silvani são espíritos dos bosques; Monachetto são espíritos da terra, como os gnomos; Linchetto são os espíritos do ar. Na bruxaria toscana o norte é considerado um local de muito poder. Os seres elementais do norte são chamados Palla; no sul Settiano, que são espíritos do Fogo Elemental; os espíritos do oeste são os Manii; e os do leste são os Bellaire.
As streghe acreditam em espíritos do clã, chamados Lare que protegem as casas e as famílias. Além disso, ajudam as streghe a renascerem entre seus entes queridos. Pequenos templos são feitos na parte oeste da casa em honra a estas entidades. Tradicionalmente são feitas oferendas de vinho, mel, leite em um pequeno recipiente e uma vela é acesa.
O folclore italiano também se estende a objetos inanimados, que se acredita possuírem poder. Entre os mais comuns estão as chaves feitas de outro ou prata, ferraduras, tesouras, pérolas e corais. Outros objetos incluem o alho, fita vermelha e sal que é empregado para a proteção.

2. Bruxaria Italiana

Em 1892 Charles Leland publicou o livro Etruscan Magic & Occult Remedies baseado em suas vivencias na região toscana. Em todos seus livros relacionados ao assunto da bruxaria e magia, ele coloca a religião bruxaria em tempo presente, o que nos mostra que ela é mais antiga que a Wicca apresentada por Gardner – o que é notável que vários aspectos da velha religião italiana é incorporada na wicca gardeniana e porque não dizer a Wicca em geral. Nesta mesma obra Leland coloca que na Itália do séc. XIX haviam tanto bruxas “boas” como “más”: buone e maladette.
Para resumir, aqui está uma tabela sobre a Bruxaria Europeia:

700ac: Hesíodo, em sua Teogonia, fala da bruxa, Circe.

30ac: o poeta romano Horácio em seu Epopeias de Horácio associa as bruxas com a Deusa Diana em um culto de mistério.

314dc: o Conselho de Ancyra “rotula” como hereges as bruxas que pertenciam à “Sociedade de Diana”. O Conselho acrescentou que elas eram enganadas por Satã.

662dc: São Barbato converte Romuald (Duque de Benevento) ao cristianismo. Quando isto ocorreu à árvore das bruxas de Benevento –uma nogueira - foi cortada. O mesmo São Barbato esteve no Conselho de Constantinopla e reportou o “mal” das bruxas de Benevento.

906dc: Regino de Prum, em suas instruções a seus bispos, disse que os pagãos adoravam Diana em um culto que chamou de “Sociedade de Diana”.

1006dc: no 19o livro do Decretum (entitulado Corrector) associou a adoração a Diana com as pessoas pagãs.

1280dc: o Conselho da Arquidiocese de Conseranos associa o “culto das bruxas” com uma Deusa pagã.

1310dc: o Conselho de Trier associa as bruxas à Deusa Diana (e Herodias).

1313dc: Giovanni de Matociis escreveu em seu Historiae Imperiales que muitas pessoas acreditavam em uma sociedade noturna presidida por uma rainha a quem chamavam de Diana.

1390dc: uma mulher milanesa é julgada pela Inquisição por pertencer a “Sociedade de Diana” e esta confessou que adora a Deusa da Noite e que “Diana deu suas bênçãos a ela”.

1457dc: três mulheres julgadas em Bressanone confessaram fazer parte da “Sociedade de Diana” (como registrado por Nicolas de Cusa).

1508dc: o inquisidor italiano Bernardo Rategno escreveu em seu Tracatus de Stigibus que a rápida expansão do culto das bruxas havia se iniciado 150 anos antes daquela data. Ele concluiu de seu estudo de manuscritos de julgamentos dos Arquivos da Inquisição em Como, Itália.

1519dc: Girolamo Folengo (poeta italiano) associou uma dama conhecida como Gulfora com bruxas que se reuniam para fazer rituais em sua corte, em Maccaronea.

1576dc: Bartolo Spina escreveu em seu Quaestrico de Strigibus uma lista de informações que juntou das confissões, nas quais as bruxas se reuniam à noite para adorar “Diana” e que tinham negócios com espíritos da noite.

1647dc: Peter Pipernus escreveu em seu De Nuce Maga Benventana e Effectibus Magicis de uma mulher chamada Violanta, que confessou adorar Diana perto de uma árvore de nozes em Benevento.

1749dc: Girlamo Tartarotti associou o culto das bruxas com o antigo culto de Diana, em seu livro Del Congresso Nottorno Delle Lammie. Em seu A Study of the Midnight Sabats of Witches ele escreveu: “a identidade do culto dianico com a bruxaria moderna e visto e provado.”

1890dc: Charles Leland associou o culto das bruxas com a Deusa Diana, tal qual a sobrevivência dos caminhos antigos em seus livros: Etruscan Magic $ Occult Remedies e Aradia; the gospel of the witches.


3. Festivais das Estações

Na Itália não se usa a palavra Sabath para os festivais. A palavra é Treguenda.

3.1. As Oito Treguendas

Na moderna tradição Aridiana existem oito treguendas: quatro maiores e quatro menores. As maiores são em outubro, fevereiro, maio e agosto (familiar? :)). Embora haja semelhança com o ano celta, estes são festivais baseados no ano romano.
O ano agrícola era vital para os romanos e depois para os fazendeiros italianos. Os romanos antigos tinham vários festivais pelos meses do ano; logo, é muito fácil encontrar celebrações parecidas com as da Wicca moderna. Os fazendeiros romanos conheciam os equinócios e solstícios e sabiam de seu lugar na roda do ano; isto também pode ser visto pelo culto dos Mistérios Eleusinos da Grécia. Os ritos dos Mistérios Eleusinos Menores eram celebrados na primavera e os Mistérios Maiores, no outono. Estes ritos se baseavam na descida da Deusa no Mundo das Sombras e sua subida na primavera. Para termos uma visão geral entre os antigos festivais italianos de origens etruscas e romanas, vamos olhar aos sabaths com seus partes italianas:

Samhain (31/10) – Festa Dell’Ombra
De acordo com a tradição italiana os mortos voltam ao mundo dos vivos na noite anterior a novembro e ficam nele até a segunda noite do mesmo mês. No século XV, a igreja Católica Apostólica Romana (numa tentativa de acabar com as tradições pagãs) oficialmente usou este dia para celebrar o que chamam de Ognissanti ou Todas as Almas. Na verdade, no século X, esta tradição pagã italiana já preocupava alguns monges cristãos. A Igreja permitiu que estas práticas continuassem porque apresentava uma oportunidade para conversões; os monges passaram a cozinhar fava para os pobres e colocavam nas ruas em honra aos espíritos dos fiéis que partiram. Um sermão acompanhava com comida de graça.

Yule (21/12) – Festa dell’Inverno
Dezembro é marcado pelos festivais romanos para o Deus Sol e para o Deus agrícola Saturno. A conexão intima entre o sol e as plantações que crescem pediam pela invocação dos dois aspectos do Deus.

Imbolg (1/02) – Festa di Lupercus
O mês de fevereiro era sagrado para o Deus romano Februs que era um deus da purificação e da morte. Os ritos de purificação da Lupercália também era celebrado em fevereiro. Lupercus é o Deus novo, a energia do Lobo. Esta ocasião ritual foi depois transformado na festa de São Simão. No século VII, a Igreja romana renomeou este festival de “A Apresentação do Senhor”. A data foi mudada para o dia 2 de fevereiro tentando substituir as celebrações pagãs. Então, os festivais da igreja passaram o coincidir com a data do festival de purificação da Roma pagã: o de Iuno Februata e o ritual da Lupercália, sendo também transformado em festival da Santa Virgem.

Ostara (21/3) – Equinozio della Primavera

Março era marcado pelo festival de Libéria, que também era conhecida como Proserpina (Perséfone). Proserpina era (entre outras coisas) uma deusa da primavera cuja subida do Mundo dos Mortos era marcado por rituais dos Mistérios Eleusinos.

Beltane (30/4- 1/05) – La Giornata di Tana
Maio era marcado pelos festivais da primavera da Florália. Flora era a deusa romana dos jardins e das flores.


Litha (22/6) – La Festa dell’Estate
O festival romano de Vesta ocorria em Junho. Vesta era a deusa do calor e do fogo sagrado. Os Lare (espíritos ancestrais) estavam sob o seu domínio. O festival de meio de verão (Mid_Summer) era ligado às fadas e aos momentos mágicos.

Lammas (31/7- 1/08) – La Festa di Cornucopia
O festival de Ops acontecia em agosto. Ops era a deusa da fertilidade, forças criativas. Ela era a esposa de Saturno, que era o deus romano da agricultura. Na mitologia romana ela era identificada com a deusa Fauna.

Mabon (21/9) – Equinozio di Autunno
Nos ritos Eleusinos da Grécia e de Roma este era o momento no qual a Deusa descia ao Mundo dos Mortos.
Os ritos aridianos modernos são baseados nos mitos da Velha Religião, conhecido como “O Mythos”. Estes mitos empregam os nomes de várias deidades para personificar os caminhos da natureza, e para retratar a vida dos seres humanos, tanto quanto os processos de nascimento, morte e renascimento. Cada treguenda tem uma dramatização do mito do festival. O ano inicia em outubro, marcado pela celebração do Shadowfest – La Festa dell’Ombra. Abaixo vem um resumido de cada treguenda:

Festa dell’Ombra: celebração da Pré-Criação. No mythos, é a união da Deusa e do Deus.

Festa dell’Inverno: o nascimento do Deus Sol, da união da treguenda anterior. Celebração de promessa, luz e esperança.

Festa di Lupercus: celebração da purificação, e o começo da fertilidade. No mythos, o Deus Sol está na puberdade.

Equinozio della Primavera: celebração da subida da Deusa do Mundo das Sombras. Celebração do despertar da fertilidade.

La Gionatta di Tana: no mythos, é a corte da Deusa e do Deus. Celebração da volta da Deusa, da vida e da fertilidade em sua totalidade.

La Festa dell’Estate: no mythos, é o casamento da Deusa e do Deus. Celebração da vida e do crescimento.

La Festa di Cornucópia: celebração da abundância e da colheita. No mythos, o Deus está se preparando para o seu sacrifício para que o mundo continue.

Equinozio di Autunno: celebração da colheita. No mythos, o Deus morre e vai para o Mundo das Sombras. A Deusa então desce para procurar seu amor perdido.

Também é colocado no velho mythos que o Deus se levanta todos os dias e viajava pelo céu do leste ao oeste. Ao faze-lo, ele recolhe as almas daqueles que morreram durante sua partida. Então ele desce ao Mundo das Sombras e as entrega para a Deusa. Ela então as levava para o Reino de Luna (a lua). Quanto mais almas se juntavam , a luz da lua ia aumentando até ela ficar cheia. À medida que estas almas renasciam na terra, a luz diminuía.
Aradia ensinou que a participação nos festivais das Treguendas fazia com que as bruxas entrassem em harmonia com a natureza. Isto as alinhava com os padrões de energia que fluem na terra. Aradia prometeu que os poderes tradicionais da bruxaria poderiam ser observados e desenvolvidos através da comemoração da Roda do Ano.
Além disso, em dezembro os romanos tinham um festival chamado Saturnália. Este rito em particular teve muita influencia em costumes europeus mais recentes, influenciando a Velha Religião e muitas outras. No calendário pré-republicanao, o festival se iniciava em 17/12 e durava vários dias, terminando no Solstício de Inverno. Fogueiras queimavam durante o festival, e a celebração era marcada por orgias que não foram domadas até o séc. XIV. Havia a eleição do “Senhor do Desgoverno” que deveria ser um homem jovem e bonito. Este poderia se dedicar a quaisquer prazeres que desejasse até o fim do festival. Ele era a representação do deus Saturno, ao qual o festival era dedicado.


4. A Lua e a Bruxaria

Nos “Ensinamentos da Strega Sagrada” achamos provas que Aradia uma vez ensinou seus discípulos que as almas dos “mortos” viviam na Lua. Mesmo que os seus seguidores modernos concordem que Aradia usou a Lua como símbolo para os reinos Astrais, este primeiro conceito não era desconhecido para muitas culturas antigas. Iniciados no sistema Aridiano acreditam que a Lua foi usada como uma representação do Plano Astral, do Reino Lunar, mais especificamente.
No santuário de Diana, no lago Nemi, a Lua era visto como a morada da Deusa Diana e sua companhia, assim como o local de descanso das bruxas que passaram do Plano Físico. De acordo com os conhecimentos mais primitivos das strega, as “sombras” da Lua eram os locais de caça da Deusa, e os locais iluminados eram as planícies por onde Ela passeava.
As bruxas da Janarra, que são as descendentes diretas daquelas do lago Nemi, praticam uma forma de ritual lunar que vem de tempos muito antigos. O tema antigo de “se tornar como a Lua” pode ser visto nos antigos rituais janárricos de iniciação. Os iniciados que desejavam ser sacerdotes ou sacerdotisas eram levados nus sob a Lua e então “pintados” de branco. Isso geralmente era feito com um pó branco (ou unguento) que era aplicado no corpo todo, o cabelo incluso.
Os ritos de iniciação estavam ligados às fases da Lua. O primeiro grau é a Lua Nova, o segundo grau é a Meia Lua, o terceiro grau a Lua Cheia, e a morte física a Lua Minguante, e é considerado ser o ritual de Iniciação no Grande Mistério. Então há quatro graus de iniciação de acordo com as fases da Lua.
Como um ser celeste, acreditava-se que a Lua encontrava-se em diversas situações com outros astros. Muitas culturas acreditavam que os três dias de lua negra aconteciam porque seres malignos engoliam a Lua e, posteriormente, a regurgitavam. Os eclipses eram vistos de várias formas. Esta corrida da Deusa, eventualmente, descendo para a terra, era visto pelas bruxas italianas como o momento em que o Sol e a Lua se juntavam para que a Lua desse a luz a novas estrelas, para substituir aquelas que caíram do céu.
A Lua também era utilizada para medida do tempo e sinalizava o momento de plantio e colheita – tanto para propósitos mágicos ou mundanos.
A representação simbólica da Lua como deidade mais antigo é um a pedra, que aparece na arte antiga sendo ou um pilar ou um cone de algum tipo. Algumas lendas dizem que esta pedra caiu do céu, pois veio dos próprios deuses. Um desenho antigo da Triluna aparece no inicio da Velha Religião. Variações deste símbolo podem ser encontrados nas antigas artes etrusca, grega e romana. Também se encontra em algumas culturas um pilar de madeira ou uma árvore como um símbolo antigo da Lua. Algumas vezes a Árvore da Lua é mostrada como uma árvore mesmo e às vezes como um poste truncado ou pilar estilizado. Em algumas formas de arte, a Árvore da Lua se mostra com treze flores, representando as treze luas cheias (ou novas) de um ano.
Os ensinamentos internos da Velha Religião lidam com o significado esotérico da Árvore da Lua. Neste aspecto, ela parece representar os mistérios em si, num senso prático da estrutura dos Caminhos Antigos. A Árvore da Lua tem apenas uma fruta branca que é o alimento sagrado da iluminação. No mythos, a árvore está localizada na gruta sagrada de Diana no lago Nemi, guardada pelo Encapuzado. O Encapuzado é um guerreiro poderoso que não pode ser vencido facilmente. Simbolicamente, a Árvore da Lua representa nosso sistema de crenças e o fruto da árvore é a iluminação que vem destes ensinamentos.
O Guardião da Gruta representa nossa mente consciente, que nos impede de abraçar uma visão mística através de questionamentos de nossas experiências “sobrenaturais”. É através do poder da magia e através da experiência do encontro místico, que formamos a mentalidade necessária para vencer o Guardião. Uma vez que ele é vencido, a fruta da árvore está dentro de nosso alcance. Degustar sua essência é receber a iniciação dos próprios deuses.


5. Os Guardiões

Encontrado na stregheria e comum para várias tradições wiccanas, são o conceito dos Guardiões, que são vistos de forma diferente pelos vários sistemas mágicos. Vamos ver neste capitulo o conceito mais antigo dos Guardiões, datado dos Cultos Estelares. Entre as streghe este seres são chamados de Grigori, particularmente para as bruxas tanárricas, que são conhecidas como “Bruxas das Estrelas”. A Tanarra preservou os antigos Mistérios Estelares, e é através de seus ensinamentos que poderemos ter um entendimento melhor de quem os Guardiões/ Grigori realmente são.
Nos antigos Cultos Estelares da Pérsia haviam quatro estrelas “reais” (conhecidas como “Senhores”) que eram chamados de Guardiões. Cada uma destas estrelas reinava sobre um ponto cardeal. A antiga forma ritual dos Guardiões são feitas com a invocação no momento de fechar o círculo mágico. Há uma ligação definitiva entre os “poderes” das bruxas e a “visão” dos Guardiões. Assumir a posição do Guardião é invoca-lo dentro de sua Psique.
A estrela Aldebaran, quando marcava o equinócio de Primavera, tinha a posição do Guardião do Leste; Regulus, marcando o solstício de verão, era o Guardião do Sul; Antares, marcando o equinócio de outono, era o Guardião do Oeste; Fomalhaut, marcando o solstício de inverno, era o Guardião do norte.
As torres foram construídas como símbolos dos Guardiões para que fosse feita sua adoração e também para propósito de invocação. Durante o “Rito de Chamada”, estes símbolos eram traçados no ar, usando tochas ou as varinhas e os nomes secretos dos Guardiões eram chamados.
Na bruxaria italiana, estes seres antigos são Guardiões dos Planos Dimensionais, protetores do círculo mágico e eram testemunhas dos ritos. Cada um dos Grigori tem uma “Torre de Observação” que é um portal marcando cada um dos quadrantes do circulo mágico. No conhecimento das bruxas italianas as estrelas eram vistas como os campos das legiões dos Grigori. No mythos, eles eram os Guardiões das Quatro Entradas para os Reinos de Áster, que era o local da morada dos deuses na mitologia da stregheria.
Para que se realmente entenda os Grigori, precisamos olhar para seu papel na bruxaria como uma religião. Nosso primeiro encontro com eles é no momento de fechar o circulo para fazermos nossos ritos. Os Guardiões são chamados, ou invocados, para guardar o círculo e testemunhar o ritual.


6. Os Poderes da Luz e das Trevas

Na tradição aridiana, os aspectos do ano crescente e decrescente são simbolizados pelo Deus Veado e o Deus Lobo, respectivamente. O Deus Lobo é chamado Lupercus e o Deus Veado é Kern. Estes Deuses, diferentemente da tradição wiccana, não se matam, mas são mortos por outros.
Na Velha Religião da Itália existem três aspectos do Deus. Nestes aspectos nos encontramos as conexões com o mundo físico. Os três títulos pelos quais o Deus é conhecido são O Encapuzado, O Astado e O Velho. O Encapuzado é comumente ligado ao Green Man. Ele vive coberto de vegetação. O Astado é uma entidade de chifres de veado e é o Deus das Florestas, do que é selvagem. O Velho é o Ancião.
Os três aspectos do Deus tem a ver com a mudança de uma sociedade de caça para uma sociedade agrícola. O Encapuzado está ligado às plantações e vem logo depois do Deus Veado. Ele é o filho do Deus Veado. O caçador que veio antes da sociedade agrícola e o espírito animal era valorizado antes do espírito das plantas.
Outros aspectos do Deus são simplesmente variações dos aspectos básicos. O aspecto Brincalhão, por exemplo, é ligado aO Encapuzado. Na tradição italiana, O Corvo (um brincalhão renomado) é associado com o Encapuzado em seu papel de Guardião da gruta.


O Veado e o Lobo


O Deus Veado e o Deus Lobo voltam aos dias da antiguidade do Culto das Bruxas. Em uma imagem etrusca, encontrada num vaso do séc. XI ac, mostra a Deusa junto com um veado e com um lobo. Isso não é surpresa, pois a bruxaria italiana tem grande influência da Toscana, onde a civilização etrusca floresceu uma vez. O lobo, o “uivador da noite” era o principal animal de culto da Deusa. Sua importância na religião da velha Europa pode ser encontrada nas várias figuras que mostram a Deusa e o lobo e o veado.
O lobo é sagrado à Deusa da Lua. Sua natureza lunar é indicada pelas crescentes que aparecem junto com suas imagens em artefatos antigos. Mais comum hoje é o retrato da Deusa Diana com seus cães de caça (lobos domesticados), mas as estátuas mais antigas de Diana a mostram com seu veado – temos também imagens da deusa Ártemis no mesmo papel. É em Diana que descobrimos as estações do lobo e do veado.
A ambigüidade do Deus como caçador/ protetor é mostrado, por um lado, pela pele de lobo e armas que Ele carrega e, por outro lado, em sua relação com o veado que fica ao seu lado enquanto Ele descansa. E é neste ícone que vemos a ligação do Deus da Velha Religião com as imagens do veado e do lobo. Ele é mostrado tanto como caçado quanto protetor de todos os animais da floresta, Guardião da Gruta, o Senhor das Árvores, O Velho.


O Senhor do Desgoverno

Os ritos de inverno da Velha Religião, na Itália, são conectados com os antigos rituais romanos da Saturnália, e os “cultistas do lobo” presentes na Lupercália, ainda são aspectos da bruxaria italiana hoje. Estes personagens são visíveis principalmente nos festivais feitos durante o dia e celebrações dos Caminhos Antigos, mas partes deles podem ser vistos nos rituais noturnos que são maioria na tradição aridiana. O Senhor do Desgoverno e o Sacerdote Lobo de Lupercus são responsáveis pelas partes antigas de seus respectivos ritos.
Alguns ritos antigos ainda podem ser vistos no Carnevale, ou Carnaval italiano. Na Idade Média, o Carnaval era marcado por canções obscenas e danças eróticas (coincidência????????) e os participantes usavam máscaras. As celebrações geralmente terminavam em orgias dados os temas eróticos das celebrações. A intenção era mágika em natureza, e era feita para impregnar a terra, onde as sementes esperavam pela estação do crescimento. Mulheres grávidas se juntavam às celebrações para estimular as sementes que cresciam dentro de seus úteros. Também havia a tradição de quem encontrasse uma semente de fava era declarado Rei do Carnaval e poderia escolher qualquer uma para ser sua rainha. O casal então governa durante o tempo do festival (uma semana). No final, uma efígie do rei é queimada para que haja prosperidade para os súditos.


Os Benandanti

Os Benandanti lutavam contra as forma-pensamento negativas e destrutivas e limpavam a consciência coletiva de suas comunidades. Deles era a batalha contra as forças do mal, personificando um exercito na luta entre a Luz e as Trevas. A tradição Benandanti era uma sociedade xamânica trabalhando por trás das forças da Natureza.


7. Os Instrumentos e Símbolos da Stregheria

Os humanos sempre usaram instrumentos, desde a época que se jogavam pedras e clavas a nossa época de botões. O instrumento mais antigo da stregheria era a varinha, que foi seguida pela concha. Hoje, temos a Varinha, o Cálice, a Espada (ou athame) e o Pentagrama. Também podemos incluir o Spiritual Bowl e o Saco Nanta .


7.1. Os Instrumentos Primários


A varinha
Os galhos de uma árvore eram vistos como a parte que carregava a vida, pois a cada estação nasciam folhas, flores e frutas. Eram vistos como partes de Seres sagrados e estes seres ligavam os céus a terra. Então os antigos “emprestavam” parte do poder incorporado ao galho para suas práticas mágicas.
Em referencia à árvore, alguns cuidados eram tomados para pegar um galho. Primeiro, algumas oferendas eram feitas ao Numem (espírito da árvore), sendo geralmente frutas, vinho, leite ou mel.


Procedimentos rituais com a varinha

Escolha uma árvore frutífera de qualquer tipo, pois estas são as melhores. Se desejar, pode ser carvalho ou salgueiro (mesmo mogno está bom). A madeira de uma árvore frutífera é melhor por sua característica “fértil”.
Antes do nascer-do-sol, fique diante da árvore e deixe sua oferenda. Diga então para o espírito da árvore quais são suas intenções e o por quê. Espere alguns momentos e sinta se o espírito aceitou sua oferenda. Se for tirar o galho, faça-o rapidamente. Leve-o para casa. Esculpa o galho de forma que lembre um falo e deixe-o secar por nove dias. Quando a lua estiver cheia, carve os símbolos nela. Apresente-a ao quadrante Minha Senhora, Dama da Noite e da Magia,
Tu, que reina sobre os céus estrelados,
Abençoe e encha esta varinha com teu poder,
Para que todos vejam e saibam de tua graça.
Eu consagro e dedico esta vasilha
Para Ti, Grande Dama da Magia.


Spirit Bowl (concha)
É um dos instrumentos mais antigos da bruxaria: a concha ou a vasilha. Originalmente, conchas grandes eram usadas para colocar água do mar para bênçãos e vários trabalhos mágicos. Estas conchas eram colocadas em altares de pedra (ou mesmo árvores caídas). A água do mar era colocada dentro da vasilha e uma concha branca era colocada no centro. Desta forma, a adoração à Lua poderia ser feita, mesmo quando a Lua não estava visível no céu noturno (e se necessário, dentro de casa). Se for utilizada uma vasilha, ela pode ser de cerâmica, vidro, ferro, madeira.
Hoje no sistema Tríade de Tradições, a vasilha é chamada de Spirit Bowl e é colocada no centro do altar. Um líquido de base alcoólica (como o Strega Liquore) é colocado dentro e aceso. Isto é feito com gestos e encantamentos verbais para dar poder à chama. Uma vez que a chama se forma, ela é considerada a presença da Deidade, dentro do circulo ritual. Tradicionalmente, uma mulher vai sempre colocar mais liquido para que a chama não se extinga antes do fim do ritual.


O cálice
Na tradição aridiana, usa-se o cálice e ele tem a mesma associação de “útero” que a spirit bowl tem. Na verdade, o cálice serve como uma espécie de Graal: a taça da transformação.
Hoje, como na tradição antiga, o cálice como a concha são utilizados para fins devocionais.


A espada (athame)
Um dos instrumentos mais comuns na prática da Arte é o athame ou a adaga ritual (que na tradição aridiana se chama Spirit blade – lâmina espiritual). Abaixo está um ritual para a preparação do athame, mas o autor do livro deixa claro que é uma técnica moderna, baseada em rituais antiga.

Preparação da lâmina

Três noites antes da Lua Cheia (sendo a terceira noite a da Lua Cheia), faça um pequeno buraco na terra que deve ser tão fundo quanto o tamanho da sua mão. Coloque lá dentro uma porção (mais ou menos uma mão cheia) de arruda, erva-doce e verbena e cubra. Deixe lá até a noite da Lua Cheia. Nesta noite, ferva um pouco de água, a qual você colocará 3 pitadas de sal. Então saia e despeje a água com sal, devagar, na área que abriu o buraco. Marque então um triângulo sobre o buraco e coloque nove pitadas de cânfora líquida no centro do buraco. Pegue então o athame nas mãos com a lâmina para baixo e levante os braços para a Lua, dizendo:
O Grande Tana me abençoe com poder.
Então coloque a lâmina no solo (no buraco) até o cabo. Foque o poder da Lua para o athame, ajoelhando-se, diga:
Pela vontade, eu faço os riachos ligeiros voltarem
Às suas fontes;
Com feitiços e amuletos eu quebro a boca da víbora,
Quebro rochas sólidas e tiro carvalhos de suas quebras,
Removo árvores inteiras, as montanhas estremeço,
Acordo os fantasmas de suas tumbas
E Tu o Lua, eu chamo...

No último verso, levante sua mão esquerda sobre a vasilha da lua. Feche então a mão rapidamente, como se fosse prender a lua dentro da sua mão. Com a mesma mão, peque o athame e veja o poder brilhante da Lua entrando no athame. Dedique então o athame a Tana.


O pentagrama
Os pentagramas rituais originais eram feitos em pedras planas e eram usados para marcar o espaço sagrado. Os antigos acreditavam que a pedra já possuía um espírito, então marcavam este pentagrama na pedra com os quatro pontos cardinais para marcar o equilíbrio entre os espíritos dos elementos. De uma forma geral, o pentagrama não precisa ser consagrado para uso ritual, pois já é feito em material natural. Caso não, passar um pouco de óleo e pedir a benção da Deusa e do Deus pode ser feito.

O saco nanta
O saco nanta é um instrumento muito antigo. O propósito dele é duplo: primeiro, ele é feito para manter o usuário em contanto com as forças da natureza; segundo serve como uma bolsa para os instrumentos da Arte, de forma que a bruxa possa praticar seus rituais em qualquer lugar ou a qualquer momento.
Dentro destes sacos se encontram os instrumentos em miniatura, juntamente com representações dos elementos. Tipicamente, o saco contém:

Uma pedra pequena, lapidada e redonda
Uma pena pequena, azul ou de cor clara
Uma porção de cinza (carvão ou madeira)
Uma vasilha pequena para água pura
Uma moeda pequena, com um estrela de cinco pontas feita nela
Um galinho (de fruta ou de nós)
Um alfinete com a cabeça preta (ou uma agulha)
Um dedal
Uma porção de incenso
Duas velas pequenas brancas
Um pedaço de giz
Uma medida de corda (9 pés)
Um pratinho pequeno
Um símbolo do Deus: uma pinha, um pedacinho de chifre
Um símbolo da Deusa: uma concha, uma nós
Um objeto pessoal de poder
Uma porção de sal
Um pouco de óleo

Ao juntar estes objetos, coloque-os em um saco de couro ou de algodão. Também podemos colocar quaisquer outros objetos de interesse. Quando tudo estiver pronto, coloque o saco no altar e faça o Gesto de Poder. Então diga:
O grande saco Nanta, que sejas de foco natural
E uma ponte para o poder.
Estou ligada a ti e tu estás ligado à Natureza.
Somos um de Três.
Somos o triângulo manifesto.
Nos nomes de Tana e Tanus, que assim seja.


7.2. Os instrumentos secundários

Estes são instrumentos de uma forma de magia mais popular na Itália, assim associados com a casa. São símbolos do poder matriarcal.

A vassoura

Embora não seja publicamente ligada às bruxas italianas, as streghe são geralmente mostradas andando em vassouras. De forma ritual, ela pode ser usada para banimentos e proteção e com a escova para cima é um símbolo da Deusa. Como proteção, a vassoura é colocada entre qualquer entrada ou porta. Como banimento, a vassoura é usada para varrer o sal (espalhado em uma área) para a saída do local, pode-se também varrer o ar, para espantar a negatividade.


A tesoura

Na magia popular da Stregheria, a tesoura era usada para quebrar feitiços. Isso pode ser feito ser feito com os atos de cortar, repartir ou deixando a tesoura cair. Cortar a foto de uma pessoa faz com que as relações com ela terminem, da mesma forma com que isso pode ser feito cortando um pedaço de roupa da pessoa.
A tesoura também pode ser usada para fazer banimento da seguinte forma: derramar um pouco de óleo de oliva em um pouco de água e usar a tesoura para cortar isso... sempre visualizando o termino ou banimento do que está incomodando.
Podemos usar um pingente em forma de tesoura para proteção.



O caldeirão

O caldeirão é utilizado geralmente para fazer oferendas. Tipicamente ele é colocado no quadrante ao qual a energia represente a necessidade.

A casa dos Lare (ou templo dos Lasa)
Mesmo que não seja um instrumento per se, a casa dos Lare é uma parte integrante da stregheria e toda strega deve ter um. No norte da Itália, as streghe vêem os Lasa como seres que já viveram como humanos e agora estão mudando para a escala de semideuses. As bruxas toscanas chamam por eles para ajuda em qualquer momento e trabalham muito com os Lasa.
Durante as grandes ocasiões familiares, oferendas são colocadas nas casas dos Lare, que tradicionalmente fica na ala oeste da casa. Eles têm forma de uma casinha e nelas são acesas velas e alimentos são oferecidos.
Esta é uma foto de um templo de Lasa.

Texto da autoria de Tathy Morselli aka Pietra di Chiaro Luna.

fonte: http://wiccataubate.blogspot.com

Toques de Feng Shui


Deixo abaixo alguns toques de cores de objetos para decorar sua casa. Veja o que mais está precisando neste momento e abuse da cor. Boa sorte!

Para unir a família e trazer segurança, experimente objetos AMARELOS.

Para atrair boa sorte, utilize vasos ou porta retratos PRETOS.

Se estiver precisando afastar problemas de sua vida, invista na cor do céu, o AZUL.

Se quiser manter a calma prefira o VERDE.

Para relaxar com mais facilidade escolha o BRANCO.
Para fartura e prosperidade no lar, abuse do ROXO ou do LILÁS.
Se quiser aumentar o amor prefira tons ROSA.
Para intensificar algo ou ousar em algum aspecto da sua vida use o VERMELHO.
Querendo garantir a felicidade aposte no LARANJA.

texto e fonte: Agenda Esotérica


Dicas pra harmonizar a sua casa e atrair fartura, boas energias...

Harmonizar: esta palavra resume a proposta do feng shui, uma ciência milenar chinesa que visa melhorar os ambientes e a vida de quem os frequenta. O feng shui surgiu na China há mais de 3 mil anos com o objetivo de aumentar as energias positivas e afastar as negativas por meio de mudanças feitas nos ambientes.

Para atrair tudo o que você deseja, o primeiro passo é organização. De acordo com a consultora de feng shui Helen Spalter, comece da seguinte forma:

1ª etapa: fazer a limpeza do ambiente em si. Utilize aspirador de pó, vassoura, pano...

2ª etapa: desapegar-se das coisas que a gente tem. "Pegue três caixas ou sacolas e escreva em uma delas ‘sim', na outra ‘não' e na terceira ‘talvez'. Na primeira, coloque todas as coisas as quais você quer ficar. Na segunda, as coisas que já não usa mais e vai dar, doar ou mesmo vender. E na última, coloque as coisas que você vai pensar se ficará ou não", explica. Aproveite também para arrumar infiltrações, entupimentos, rachaduras e objetos queimados.

3ª etapa: acorde falando um mantra. "Pode ser uma oração, uma frase como, por exemplo, sou feliz, sou próspero, entre outras. Fazendo isso, você já está limpando o ambiente", garante Helen. Recite o mantra percorrendo todos os ambientes da casa levando um incenso, um sino de vento, batendo palmas ou mesmo utilizando a seguinte mistura em um borrifador: 1 litro de álcool de cereais ou o comum, 4 tabletes de cânfora e 20 gotas de amônia ou amoníaco. Atenção: se você faz uso de homeopatia, faça a mistura sem cânfora, pois ela corta o efeito.

Helen também explica que plantas naturais ajudam a limpar a casa. Se você quer atrair pessoas para dentro de casa, tenha lírio da paz. A bromélia traz fartura (dinheiro), enquanto o girassol traz luz e prosperidade. "Tenha, em casa, um girassol, pode ser até mesmo em madeira", indica. Cactos muito grandes e espada de São Jorge cortam todo tipo de energia. "Se você gosta e quer tê-las, tenha, mas não em todos os locais da casa", alerta. Rafiso ou ráfia captura energias negativas e morre. Uma dica para quem aprecia os bonsais: esta planta demora muito para crescer, por isso, o simbolismo dos bonsais faz com que as coisas demorem a acontecer.

Prosperidade

Para quem quer enriquecer, Helen Spalter indica: dê uma atenção especial a sua cozinha! No feng shui, a cozinha é a área mais importante para as finanças. O ideal é utilizar cores claras ou mesmo o branco.

O fogão deve estar no centro da cozinha, pois o fogo (chama) representa o dinheiro. "Caso a sua cozinha não comporte um fogão em seu centro, faça o seguinte: coloque um espelho comum na tampa do fogão ou um espelho convexo atrás da tampa, caso ela seja transparente ou na tampa se ela for opaca. A ideia é refletir todas as chamas", explica. Helen também lembra que as bocas devem estar desentupidas e você deve fazer um revezamento, utilizando todas as bocas do fogão.

Fogo x água

Na cozinha, além do fogo do fogão, do micro-ondas, o forninho, a gente também tem a água da pia. E, como todo mundo sabe, a água apaga o fogo. Simbolicamente, isso também acontece e pode afastar a sua prosperidade. Por isso, coloque um pedaço de madeira entre a pia e o fogão ou pendure, perto da lâmpada, um cristal facetado com um fio de nylon de 23cm. "Isso impede, simbolicamente, que a água apague o fogo", afirma.

O cristal deve ser energizado a cada 2 meses da seguinte forma: coloque o cristal em um balde de vidro transparente com água, sal e outra pedra e deixe 24 horas na luz do sol e da lua.

Atenção! Não utilize cristal tipo pendulo, por ele, simbolicamente, fura o chão.

Outro ponto importante é em relação ao lixo: mantenha-o longe do fogão e, de preferência, fora da cozinha.

Tenha também um objeto na cor preta que fique exposto, como uma cafeteira, um relógio, um pinguim, uma galinha preta de cerâmica... "O preto ajuda no trabalho", garante.

E tenha prosperidade!!!

Agradecimentos - Helen Spalter, Feng Shui Arquitetura - (11) 5055-0249 / 9936-4932 - hspalter@uol.com.br

fonte do texto: http://anamariabraga.globo.com/home/canais/canais-zen.php?id_not=3045



Feiticeiras do Dia a Dia


Feiticeira não é um nome tão comum quanto bruxa é no dia de hoje. Mas feitiçaria é uma prática talvez mais antiga que a bruxaria. Provavelmente os primeiros feiticeiros nem sabiam que o eram.
Fazer um feitiço consiste em empregar elementos naturais para fins terapêuticos, emocionais ou psíquicos. Não lida com sobrenatural ou forças escusas. Geralmente sua intenção é benéfica.
A origem desse nome é meio controversa. Pode ter se originado da palavra feitiço, que vem do latim ficticiu, que quer dizer fingido. Ou também pode ter vindo de feito, acrescido do sufixo iço, designando o ídolo feito pelo próprio adorador. Mais tarde chamado de feiticeiro, e de onde vem a expressão “virar o feitiço contra o feiticeiro.” Os males previstos para outros caem sobre quem os praticou.
Em grego, feiticeiro está associado ao termo famakia, que significa drogueadores, no sentido de preparadores de drogas com fins terapêuticos a partir de plantas.
Em tempos remotos, feiticeiro era sinônimo de curandeiro. E na Idade Média, tornou-se fatal ser chamado de feiticeiro. As coisas melhoraram quando a ciência deu luz à razão. Plantas começaram a ser usadas como fármacos. Buscou-se estudar aquilo que outrora era uma ação do “mal”. E deu certo. Mas os feiticeiros de verdade nunca ganharam crédito por causa de sua sabedoria natural. Mas tudo bem. O que importa é que seu objetivo seja alcançado.
Você já pensou que todos nós somos feiticeiros de alguma forma? Até fazer uma canja para um doente pode ser um ato de feitiçaria. Você coloca hortelã, alho e outros ingredientes com a intenção de contribuir para a cura dele. A intenção que se deposita no ato do “feitiço” é que o transforma.
A Feiticeira do seriado americano da década de 60, não era na realidade uma feiticeira. Ela era uma maga pois usava muito a magia mental. O nome original do seriado era Bewitched, que significa encantada. E encantada são as três, na verdade: feiticeira, maga e bruxa. Mas cada uma com seu caldeirão.

fonte: Agenda Esotérica; e foto internet

Equilíbrio


Como harmonizar e equilibrar os elementos em nosso corpo?
É impossível praticar Magia se não estamos verdadeiramente equilibrados nos aspectos físicos, emocionais, energéticos e espirituais...
As doenças se manifestam em nosso corpo quando há o desequilíbrio de algum elemento dentro de nós. Por exemplo: pessoas muito distraídas (excesso de elemento ar) ou pessoas com problemas mentais (fraqueza do elemento Ar). Pessoas que não se expressam, ou aquelas que usam drogas e bebidas para tentar se esconder de sua própria dor, geralmente tem problemas de fígado (fraqueza do elemento éter).
Assim, de acordo com Andy Baggot, as terapias também podem ser consideradas e utilizadas olhando a sua relação com cada elemento e podemos recorrer a elas para nos re-equilibrarmos:
Em seguida faço uma breve descrição de algumas terapias que utilizo terapeuticamente para devolver o equilíbrio físico, emocional, mental e energético do ser humano que deve ser respeitado e observado como um todo!
Para harmonizar e equilibrar o elemento terra em nosso organismo podemos nos valer de várias terapias que atuam principalmente no corpo físico ação táctil:
Shiatsu: A finalidade do tratamento shiatsu é de "liberar" os meridianos, isto é, os canais por onde passam a energia vital permitindo um melhor fluxo da energia. É uma terapia (acupressão ou massoterapia) de reequilíbrio físico e energético que consiste na compressão e descompressão (por polegares, dedos e palma das mãos) de pontos específicos dos canais de energia, bem como na movimentação das articulações, através de manobras específicas.
Oligoterapia (reposição de minerais): A oligoterapia é destinada suplementar a dieta com os minerais adequados para recuperar a energia e a vitalidade necessária para o bom funcionamento do corpo, restabelecendo o equilíbrio entre os constituintes orgânicos e elementos básicos.
Para harmonizar e equilibrar o elemento ar devemos utilizar terapias que harmonizem a mente, a intuição e a parte respiratória:
Aconselhamento metafísico: esclarece possíveis alterações de comportamento ou as causas das doenças, assim, com o conhecimento consciente, fica mais fácil mudar a postura mental que desencadeia o problema.
Aromaterapia: Os aromas dos óleos essenciais são usados para reequilibrar disfunções emocionais, energéticas e físicas, atuando na cura e prevenção de doenças. Essa terapia tem cientificamente comprovada sua eficiência como anti-sépticos, cicatrizantes, anti-infecciosos e calmante, sendo isto feito por meio da inalação de seus aromas ou por aplicação em óleos de massagem.
Para harmonizar e equilibrar o elemento fogo devemos nos valer das terapias que movimentam e harmonizam a energia do corpo:
Acupuntura: Dentro da concepção chinesa, a doença é uma manifestação de desequilíbrio, e a acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida. Através da acupuntura e suas variações, os meridianos e os outros 700 pontos, que estão conectados energicamente com os órgãos e o organismo, quando estimulados, trazem um melhor resultado nas funções do corpo e na prevenção da saúde.
Moxabustão: A moxa possui natureza pura de Yang (calor) e tem a função primordial aquecer os "canais de energia" e expelir o "frio".
Para harmonizar e equilibrar o elemento água utilizo terapias que envolvam o elemento e que harmonizem as emoções e sentimentos:
Escalda-pés: funciona na parte do reequilíbrio emocional e energético, sempre voltado para o relaxamento associando ervas, essências aromáticas e calor.
Banhos ou Compressas: Quando tomamos um banho de ervas impamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico. Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço etc. Para fazer o banho, devemos olhar uma relação de ervas e escolher aquelas que se adequam à nossa situação.
Para harmonizar e equilibrar o elemento éter uso terapias que harmonizem a parte etérica/vibracional do corpo:
Florais: Para tratar o corpo torna-se necessário que a pessoa modifique o seu estado de espírito em relação à doença e em relação à vida, pois a doença não é mais do que o resultado da maneira como a pessoa vê e aceita o mundo à sua volta. Assim, as essências florais procuram melhorar os diversos estados de espírito e ajudar-nos a ver o mundo que nos rodeia de uma maneira mais positiva como uma forma de nos ajudar a evitar ou a combater doenças.
Reiki: É uma energia inofensiva, sem efeitos colaterais, sem contra indicações, compatível com qualquer tipo de terapia ou tratamento. É prática, segura e eficiente, através da técnica, equilibra os sete centros de força, localizados entre a base da coluna e o alto da cabeça. Quando fazemos uso da energia reiki, estamos aplicando energia-luz, visando recuperar e manter a saúde física, a mental, a emocional e espiritual. É um método natural de equilibrar, restaurar, aperfeiçoar e curar os corpos, criando para o ser um estado de harmonia e obter a Re-ligação com a Divindade.
Existem muitas outras maneiras e você deve encontrar aquela que mais lhe sensibiliza, desse modo passará a se conhecer melhor e a perceber os próprios sinais que o seu corpo exprime quando não se encontra em equilíbrio.
Acima citei as minhas formas de equilibrar os cinco elementos em meu ser. Com isso consigo caminhar pela vida com passos seguros e serenos, consciente de que a Divindade (Deus/Deusa) me ampara, porque faço o melhor por mim e por aqueles que passam pelo meu caminho de vida.
Que a Luz a Paz também estejam em seus caminhos...
Conheça os cinco elementos:
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Cuidado com a Inveja



Inveja: Não Entre Nesse Jogo!

Postado em 12 de fevereiro de 2011 ·pela Profª. Rita Alonso – Motivação (não fala a fonte)
Se você é uma pessoa que preserva o seu equilíbrio psíquico-espiritual e tem conhecimento de pessoas que o invejam, sejam elas parentes, vizinhos ou colegas de profissão, evite sintonizar com esses indivíduos nesse nível de energia negativa.
O ser humano é um emissor – e receptor – de energias anímico-espirituais que revelam como ele é em essência, isto é, sem as máscaras que encobrem a sua verdadeira personalidade e caráter.
A mente perversa de característica maniqueísta, por exemplo, é mais comum entre nós do que imaginamos. Esse desequilíbrio psíquico-espiritual que a psicanálise denomina psicopatologia, é responsável pela desarmonia nas relações familiares e interpessoais em geral.
O indivíduo que “destila” inveja, geralmente, é um desequilibrado que não tem consciência do poder de autodestruição que carrega consigo. E quando a energia da inveja é dirigida para determinada pessoa em forma de inverdades, comentários maldosos ou calúnias, esse dardo venenoso segue seu curso em direção ao seu objetivo, que é agredir moralmente o destinatário. Se o objetivo for atingido, ou seja, irritar o invejado a ponto de desarmonizá-lo, o invejoso torna-se “vencedor” de um jogo perverso cujas regras ele manipula com maestria.
Uma vez no controle da situação, ele continua lançando seus dardos energéticos em direção à sua vítima, até desequilibrá-la psíquica e espiritualmente através da afinidade de sintonias negativas que se estabelece na relação emissor-receptor.
O melhor “antídoto” contra o veneno do dardo da inveja, é a indiferença consciente ou a atitude firme e centrada de quem não entra num jogo de cartas marcadas pela energia da maldade de certas pessoas que não conseguem libertar-se de um modelo comportamental que as prendem ao passado.
Pela lei de causa e efeito, sabemos que todo o mal projetado contra o outrem, um dia retorna na mesma proporção de sua intenção original. Porém, a “inveja patológica” por ter a sua origem em um mecanismo inconsciente de traço obsessivo-compulsivo, não percebe os sutis detalhes que dizem respeito à natureza interdimensional do homem…
Portanto, a atitude de superioridade moral diante da inveja é a melhor defesa contra uma energia invasiva que tem o objetivo de agredir e desestabilizar. E atitude moral exige paz de espírito, paciência e discernimento. Mas atitude firme e centrada quando o momento exigir, seja na reparação de danos morais através da justiça ou no enfrentamento de situações inevitáveis, desde que o invejado não afinize com a baixa sintonia do agente agressor.
Somos seres dotados de inteligência e grande capacidade de evolução, e o crescimento desperta a inveja de quem ainda permanece escondido na pequenez de seu espírito. Infelizmente, é da natureza humana ainda imperfeita, invejar aquele que por méritos próprios atingiu um patamar que o invejoso não consegue atingir. E essa inveja, muitas vezes, chega ao ponto máximo de desequilíbrio psíquico-espiritual, tornando-se fator de alta concentração de energia negativa em um único indivíduo. Energia que necessita ser canalizada para um objetivo de característica destrutiva, ou seja, a vítima de seu perverso jogo…
Portanto, não seja vítima desse jogo, pois como nos informa o dito popular: A inveja mata! Mas mata simbolicamente emissor e receptor que se deixam envolver por uma energia de extrema negatividade. E o resultado desse “simbolismo” representado pelo desequilíbrio bio-psíquico-sócio-espiritual, é o surgimento de somatizações pelo corpo físico.
A pessoa vítima da inveja patológica, deve manter vigilância diante da situação imposta pelo agressor. Sentimentos, atitudes ou atos que expressem ódio ou vingança, significam imaturidade do espírito. Fator de sintonia com o agente agressor…
Por outro lado, a pessoa obsessivamente invejosa, urgentemente, deve procurar auxílio psíquico-espiritual para descobrir as origens de seu desequilíbrio. Antes que a desarmonia, definitivamente, tome conta de seu espírito, a ponto de comprometer a próxima encarnação.
A história do homem sobre a face da Terra é repleta de casos que envolveram vítimas e algozes, seja na dimensão física ou espiritual. E o desafio do homem do atual milênio é transformar esse paradigma em um novo modelo de convivência sócio-familiar fundamentada na energia que impulsiona o indivíduo para a evolução.
Não esqueçamos que bons pensamentos atrai energia do mesmo nível e favorece o crescimento integral do ser humano. É a lei universal da afinidade entre sintonias iguais. No entanto, a escolha será sempre do indivíduo ao utilizar regras obscuras e perversas ou regras claras e transparentes na relação com o seu semelhante.
Nessa direção, o despertar de consciências para o sentido da vida, torna-se um meio de aflorar sentimentos e valores que façam das relações interpessoais uma plataforma para voos mais altos do espírito imortal.
Flávio Bastos – flaviolgb@terra.com.br