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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

OS ELEMENTAIS

O texto abaixo exprime a minha opnião baseada nos meus estudos e praticas de magia com os elementais, podendo os demais membros desta Fraternidade comungarem ou não com as mesmas idéias.


Delphos Ankh-af
Mestre Guardião da Esmeralda


A origem na crença dos elementais se perde no tempo. Muito antes do povo celta da Europa Ocidental, ou dos Nórdicos surgirem, a crença nestes seres já existia.
Acredita-se que ela tenha surgido no período neolítico (por volta de 10.000 anos a.C.). Neste período o homem já não dependia exclusivamente da caça para sua sobrevivência. A era glacial havia acabado e com ela os grandes mamíferos, a preguiça gigante, o elefante mamuti e outros. O homem, então começa a plantar, colher e armazenar o seu alimento. Deixa de ser nômade passa a formar pequenos grupos mais ou menos organizados que mais tarde formarão as primeiras sociedades.
É neste momento que ele percebe o quanto dependia das forças da natureza para sobreviver. Dependia da água que caia do céu e abastecia os rios e lagos, dos ventos que podiam arrasar uma aldeia ou soprar uma brisa refrescante num final de tarde escaldante, dependia da terra mais fértil aqui, ou mais arenosa e menos fértil ali.
O homem decide, então agradar, conquistar, através de rituais, cultos e oferendas e até mesmo através de sacrifícios, aqueles seres que ele acreditava estarem por trás destes eventos. Talvez ele descobrisse estes seres através do seu empirismo, talvez orientado pelo sábio da aldeia ou pelo feiticeiro ou feiticeira da tribo ou quem sabe até mesmo pelo sacerdote um sacerdotisa de um templo primitivo.
Estes seres receberam diferentes nomes, em diferentes épocas e culturas. Em algumas culturas eram tratados por deuses, em outras de espíritos ou gênios, e por muitas civilizações considerados forças da natureza. Na tradição a que a Fraternidade Lux et Frati pertence são chamados de ELEMENTAIS.
Alam Kardec, o codificador da doutrina espírita, dedica duas páginas em seu livro “O Livro dos Espíritos – l853” aos elementais e os chama de “espíritos da natureza”.
No livro “Bhagavadghita – 5.000 a.c” que é considerado a bíblia hindu, esta escrito: “... nada que ocorre na água, na terra e no ar acontece sem a atuação dos semideuses. Pois o Deus Supremo, Pai de todas as criaturas, quando criou o homem enviou a terra os semideuses para fornecerem luz, ar, água e calor exercendo poderes sobre os assuntos materiais”.
Mas afinal de contas o que ou quem são os elementais? (não confundir com ELEMENTARES, sobre eles escreverei em breve neste blog).
Os elementais são formas de energia inteligentes e conscientes. Inteligência e consciência estas que variam de acordo com o grau de evolução a que pertencem. Estes seres habitam um plano paralelo ao nosso, atuando nos bastidores desta existência física, criando, animando e mantendo o que existe na natureza. Não explicarei aqui como isso se dá, merecendo este assunto especificamente um texto em particular. Apenas direi que a energia que emana do corpo etéreo desses seres exercem grandes influencia na formação deste plano físico.

OS SILFOS

É como são chamados os elementais do ar. São seres cujas vibrações que emanam atuam não somente sobre o ar, mas também sobre o nosso sistema nervoso, motivo pelo qual exercem influencia na nossa saúde. Não devemos esquecer que o ar entra constantemente dentro de nós através da nossa respiração. Os hindus costumam a dizer que a alma só se liga ao corpo físico no momento do nascimento através da primeira inspiração. E o deixa no momento da morte através da ultima expiração. Será que há ai neste processo alguma influencia dos silfos por serem os elementais do ar?!! É algo a se pensar. A cor que representa os silfos é amarela, a sua direção é o leste., sua arma magica é a espada e o athame. O local ideal para invoca-los são as montanhas, os vales e os dias ventosos. Acenda uma vela amarela de sete dias em um prato, queime incensos, escreva o seu nome ou da pessoa doente em um papel e coloque em baixo da vela, evoque os silfos e peça por saúde. Deixe a vela queimar até o final e então após os sete dias queime o papel e sopre as cinzas ao vento.

AS SALAMANDRAS

São os elementais cujas vibrações do seu corpo etéreo vibram em uma freqüência vibratória que influencia e se identifica com a energia ígnea (o fogo). Estes seres também influenciam sobre maneira os nossos sentimentos como o amor, paixão, sexo, sedução e ódio. Sua cor correspondente é a vermelha, a sua direção é o sul, sua arma mágica o bastão. Acenda uma pira com álcool ou gravetos, se não for possível acenda então uma vela vermelha comum. Prepare uma bandeja de papel com maças vermelhas, ou morangos, e uma taça com vinho tinto. Invoque as salamandras e faça os pedidos relacionados aos sentimentos. Deixe a vela queimar até o final e após entregue a bandeja de papel a natureza e derrame a taça de vinho à volta da bandeja.

AS ONDINAS

Elementais das águas dos rios, dos mares e lagos, das águas da chuva, e das águas do centro da terra que é o sangue do planeta. As Ondinas como são chamadas estes elementais vibram numa freqüência vibratória que se identifica com o elemento água. O corpo humano é formado noventa por cento por este elemento, por isso as ondinas agem sobre a nossa intuição, e alguns aspectos da nossa mente, principalmente aqueles relacionados com o poder da nossa magia.
A sua cor correspondente é a azul, sua direção o oeste, sua arma magica é o cálice. O local ideal para invoca-las, como não poderia deixar de ser são as margens de rios, lagos, mares e cachoeiras.
Em um recipiente de vidro coloque água de um rio, lago ou da chuva. Acenda uma vela azul, se preferir adorne a volta do recipiente com conchas, areia da praia ou pedras de rio ou as coloque dentro dele. Evoque as ondinas e peça para lhe darem o poder da visão, intuição, ou poder na magia. Após queimar a vela devolva a água à natureza e guarde as pedras ou conchas com você.

OS GNOMOS

Estes elementais da terra são seres cujas as vibrações são tão próximas da terra física que influenciam as estruturas minerais da terra, exercendo assim poderes sobre as pedras, a flora e fauna. Estão ligados a aquisição de bens materiais, prosperidade, riqueza e abundancia. Na tradição a que pertenço à cor que os representa é a verde, sua arma mágica é pentáculo. O local ideal para evoca-los são as pedreiras, florestas e campos. Algumas tradições preparam uma bandeja com doces, bolinhos, maças, leite ou champagne e até mesmo moedas de ouro ou prata e oferecem em troca da realização de pedidos que envolvam bens materiais.

É por este motivo que nós evocamos os elementais em nossos rituais, por habitarem em uma outra dimensão um mundo menos denso que o nosso, ou seja, mais etéreo, nos auxiliam a criar ou moldar a luz astral este grande arcano da magia como se referiu a ela o mago Eliphas Levi em seu livro Dogma e Ritual de Alta Magia.

ATENÇÃO

Por serem seres cujo os valores morais e princípios se diferenciam dos nossos, ou seja o bem e o mal , o certo e o errado, e por atenderem prontamente ao nosso chamado quando feito com vontade firme e imaginação. Recai sobre o magista toda a responsabilidade das suas ordenações. Assim escreveu Eliphas Levi: “O mago que deles se ultiliza assume uma terrível responsabilidade, devendo expiar por todo o mal que os tenha feito causar e a medida de seus tormentos será proporcional à extensão do poder que tenha exercido por intermédio deles.”

Delphos Ankh-af
Mestre Guardião da Esmeralda

O QUE É THELEMA?




Thelema é a filosofia ou religião - dependendo do ponto de vista - baseada nos dois preceitos fundamentais da chamada Lei de Thelema:
  • "Faze o que tu queres será o todo da Lei.”
  • "Amor é a lei, amor sob vontade."
Do grego θέλημα: Vontade, a partir do verboθέλω: desejar, ter um propósito. Estes foram apresentados ao mundo, desta forma, no Livro da Lei (Liber AL vel Legis), escrito por Aleister Crowley nos dias 8 a 10 de abril de 1904. Seus adeptos são chamados de "thelemitas".
Crowley desenvolveu o sistema thelemico a partir de uma série de experiências metafísicas experimentadas por ele e sua então esposa, Rose Edith Kelly Crowley, no início de 1904. A partir dessas experiências ele argumentava ter sido contactado por uma inteligência não-corpórea denominada Aiwass (a quem identificou mais tarde como seu Sagrado Anjo Guardião), a qual ditou a ele, entre o meio-dia e as 13 horas dos dias 8, 9 e 10 de abril daquele ano, o Livro da Lei (Liber AL vel Legis). Sabe-se, além disso, que pensadores anteriores a Crowley apresentaram traços da cosmovisão e sistema contidos no livro, de modo que o conhecimento thelêmico, embora coroado pelo Liber AL, não se restringe a ele.
O livro contém tanto a frase "Faze o que tu queres será o todo da Lei" quanto o termo θέλημα, o qual Crowley tomou como nome do sistema filosófico, místico e religioso que veio a se desenvolver a partir do texto daquele livro, considerado como sagrado pelos thelemitas (aqueles que seguem a filosofia ou religião de Thelema). O sistema thelemico inclui uma série de referências de magia,ocultismo, misticismo e religião, tanto ocidentais quanto orientais, tais como a Cabala e a Yoga. Segundo Crowley, Thelema representaria um novo sistema ético e filosófico para a humanidade, caracterizando um Novo Eon (nova era).
É comum que a Lei de Thelema seja compreendida, à primeira leitura, como uma licença para que se executem todos os desejos e caprichos que uma pessoa tenha, sem que haja responsabilidade ou consequências por seus atos. Contudo, esta filosofia prega justamente o oposto, partindo da idéia de que cada ser humano, por possuir livre arbítrio, é inteiramente responsável por sua existência e por suas ações, sem ser absolvido ou culpado por nenhum Deus ou Diabo no que tange o destino de sua própria vida. A liberdade de todo Homem e toda Mulher é, portanto, cultuada, uma vez que, como consta no Liber AL, "todo homem e toda mulher é uma estrela". O resultado disso é um profundo respeito a si próprio, à cada indivíduo e à cada forma de vida, como sendo expressões particulares do Divino.
Além disso, Thelema conclama cada um à descoberta e realização de sua Vontade (a inicial maiúscula sendo utilizada para diferenciar esta da vontade trivial, a expressão Verdadeira VontadeNatureza, que reflete a ordem do Universo. Portanto, realizar a Verdadeira Vontade é despertar para a Vontade do Universo. também sendo utilizada para tanto). Cada um de nós tem por obrigação descobrir e cumprir essa Verdadeira Vontade, deixando de lado todo capricho e distração que possa nos afastar deste objetivo máximo. Ao realizá-la, estamos nos integramos perfeitamente à nossa
Em Thelema, considera-se a Divindade como algo imanente: isto é, que vive dentro de tudo. Logo, conhecer sua Vontade mais íntima também é conhecer a Vontade de Deus. Esse processo de descoberta da Vontade além dos desejos do Ego constitui um método de realização espiritual baseado principalmente no autoconhecimento. Infelizmente, os escritos de Crowley são usualmente mal interpretados e incrivelmente tomados no sentido oposto ao original, dando origem a comportamentos anti-sociais que nada têm a ver com Thelema.
A nível social, Thelema pode ser entendida como a luta pela vivência da Liberdade de cada indivíduo, de modo que ele possa se realizar de acordo com sua órbita particular, isto é, dentro de suas vivências e escolhas específicas. Considerar a importância essencial do indivíduo para o mundo pode ser uma postura menos pragmática do que a tradição política adotada por sociedades opressoras e massificantes. No entanto, pelo que foi explicado anteriormente, está claro como atirania e regimes tirânicos nada têm a ver com Thelema.

OS GUARDIÕES DAS TORRES DE OBSERVAÇÃO



Os guardiões qualquer que seja o nome cultural empregado, já eram conhecidos na antiga Mesopotâmia muita antes dos celtas ou italianos virem, a saber, da sua existência.
Os guardiões formam um conceito comum a maioria das tradições mágicas, apesar de serem vistos de modo diferente pelos diversos sistemas de magia.
Neste texto tentarei remontar a origem dos guardiões aos primitivos cultos estelares.
O sistema de magia que mais se manteve fiel a sua tradição, não permitindo se deixar influenciar por outros sistemas de magia vindo de outras culturas é a magia Strega (Italiana). No sul da Europa os bruxos da Strega mantiveram-se fieis aos antigos mistérios estelares.
No folclore bruxo da Itália, os Guardiões são citados num antigo mito strega, que fora recontado no livro “Aradia o Evangelho das Bruxas”. Neste livro encontramos o seguinte trecho: “Então Diana dirigiu-se aos pais do inicio, às mães, aos espíritos que existiam antes do primeiro espírito...”. Estes espíritos são os chamados de Grigori na Itália, também conhecidos como os Guardiões, e em outras tradições são chamados os Antigos.
Os Guardiões formam uma antiga raça que evoluiu para além das necessidades da forma física. Segundo algumas tradições, eles viviam, há um tempo, sobre a terra e pode muito bem ser a origem da lenda da antiga Atlântida ou da Lemúria. Em algumas lendas, diz-se que os Guardiões teriam uma ligação com o Antigo Egito. Nos mitos de iniciação egípcia, uma das frases-chave para acessar o templo era: “Apesar de ser um filho da Terra, minha raça vem das estrelas”.
Nos antigos Cultos Estelares da Mesopotâmia, havia quatro estrelas “Reais” (conhecidas como Senhores), as quais eram chamadas de Guardiões. Cada uma dessas estrelas “regia” um dos quatro pontos cardeais comuns à astrologia. Esse sistema único deve datar de aproximadamente 3000 ªC. A estrela Aldebaran, quando assinalava o Equinócio de outono, mantinha a posição de Guardião do Leste. A estrela Regulusdeterminando o Solstício de verão, era o Guardião do Sul. A estrela Antares assinalando o Equinócio de Primavera era o Guardião do Oeste. A estrela Fomalhaut marcando o Solstício de inverno era o Guardião do Norte.
Torres com os símbolos dos Guardiões foram erguidas como forma de culto, e seus símbolos eram ali depositados como forma de devoção. Tais torres eram chamadas de Zigurates (Montanhas Cósmicas). Durante os “Ritos de Chamada”, os símbolos dos Guardiões eram traçados no ar, de cima das torres, usando-se tochas ou bastões de rituais e seus nomes secretos eram pronunciados.
Nos Mitos estelares os Guardiões eram deuses que protegiam o céu e a terra. Sua natureza bem como seu nível foi alterado pelos sucessivos cultos lunares e solares que substituíram os cultos estelares.
Os gregos acabaram rebaixando os Guardiões estelares aos Senhores dos quatro ventos. Os cristãos, que sucederam os gregos, por sua vez, rebaixaram os Senhores dos Quatros ventos as principalidades do ar.
Hoje na Tradição eles são os Guardiões das Torres de Vigia ou observação. São a Guardiões dos planos dimensionais, protetores do circulo sagrado do ritual e testemunhas dos ritos.
Os Guardiões protegem os portais para os reinos astrais e permitem ou não a entrada e o estabelecimento de energias conforme as ordenações do mago.
Em tempos remotos uma torre era uma unidade militar de combate, e uma torre de vigia era uma unidade de guarda e defesa.
Cada um dos Guardiões rege uma torre de vigia, que representa um portal assinalando as quatro direções.