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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Medindo seus poderes: Cartas Zener


Com o tópico “O Básico”, você dispõe de um currículo mínimo. Com este tópico, você dispõe de um instrumento pra avaliar a sua verdadeira situação. Tem muita gente que vai “cair do dragão”, mas o fato é que seus poderes podem ser medidos matematicamente. Os resultados podem variar ligeiramente de um dia pro outro, e melhoram com a prática. Segundo Catherine Summers e Julian Vayne (no livro “Sementes de Magia”), as mulheres costumam obter melhores resultados no período menstrual. Considere isto um instrumento para saber sua verdadeira situação, se você é mesmo tão power quanto pensa, e o quanto precisa melhorar. Sirona Knight (no livro “Uma Bruxa Como Eu”) obteve um acerto de 25 cartas em 25, mas não sei qual a razão-crítica dela. Alguém muito próximo a mim nunca acertava menos de 22, e às vezes acertava as 25. Você pode comprar papel, que não seja translúcido demais, na papelaria, e fazer suas próprias cartas. É isso aí: não basta dizer que é power, tem que matar a cobra e mostrar o pau!

Fonte: Osmard Andrade Faria, “O que é Parapsicologia”

Quem primeiro levantou o problema da necessidade de se empregarem métodos estatísticos no estudo dos fatos paranormais foi o cientista francês Charles Richet (1850-1935) que, em 1884, realizou as primeiras experiências usando cartas de jogar. Realizou 2997 provas e seus pacientes acertaram 789 cartas, quando, pela pura chance, deveriam ter acertado 732. Os poucos dados foram considerados estatisticamente irrelevantes.
De 1884 até 1930 dezenas de cientistas e parapsicólogos dedicaram-se ao assunto. Mas foi em 1930, quando o professor Joseph Banks Rhine foi nomeado diretor responsável pelo Laboratório de Parapsicologia da Universidade de Duke, cidade norte-americana, que a coida foi realmente posta em termos definitivos.
Rhine (pronuncie Raine) usava cartas de baralho especiais chamadas “cartas Zener”, um conjunto de 25 cartas com figuras repetidas cinco vezes (estrela, ondas, quadrado, cruz e círculo).
As primeiras publicações de Rhine, em 1934,

reportavam o resultado de perto de 85 000 experiências realizadas com estudantes. A média de acertos era de 7 cartas em cada grupo de 25, quando o acaso justificaria apenas 5. Assim dito, 7 em lugar de 5, parece pouco expressivo para permitir qualquer conclusão. Conforme veremos mais tarde, à medida que cresce o número de experiências, também aumenta consideravelmente a significância do resultado. Numa série isolada de 25 cartas, o acerto de 7 realmente não pode ser levado em conta. Mas, em 85 000 provas é alto valor estatístico.
Dentre essas 85 000 provas, Rhine isolou os resultados dos melhores pacientes. Em alguns deles, a média subia até 11 acertos em 25. Um deles produziu certa vez o índice perfeito. Acertou as 25. A possibilidade de que isso tenha acontecido apenas pelo acaso não pode ser expressa nesta página tal o número de algarismos que exigiria o denominador de nossa fração.
Ao longo dos anos, Rhine aperfeiçoou os métodos de pesquisa de tal maneira a eliminar qualquer possibilidade de comprometimento por fatores aleatórios ou estranhos. A técnica do embaralhamento mecânico, as maneiras de se posicionarem e comportarem os investigadores e os percipientes, a separação de provas que buscavam a determinação da telepatia pura, da clarividência e da paracinese, o estudo rigoroso do declínio dos resultados pela fadiga, a ação de produtos químicos que poderiam influenciar os resultados (excitantes e depressores), a participação de estados patológicos, tudo isso foi investigado em centenas de milhares de provas.
E sobretudo: a participação dos matemáticos de alto nível que subordinaram todos os seus experimentos aos cálculos mais exigentes. Em 1937, o Congresso de Estatística Matemática, que se reuniu em Indianópolis, examinou todos os estudosrealizados pelo grupo da Duke University e os aprovou sem restrições. Novo painel teve lugar no ano seguinte, em 1938, para novamente discutir os resultados numéricos obtidos por Rhine. O Instituto de Estatística Matemática, por seu presidente, Burton H. Camp, assim se expressou oficialmente: “As pesquisas do Dr. Rhine têm dois aspectos: o experimental e o matemático. Sobre o aspecto experimental, os matemáticos obviamente nada têm a declarar. Mas quanto ao aspecto estatístico, um trabalho matemático recente estabeleceu o fato que, com a condição de que as experiências tenham sido convenientemente realizadas, a análise estatística é inteiramente válida. Se desejarem atacar lealmente as investigações de Rhine, façam-no sob outro ponto de vista que não o matemático”.
Para que você possa bem avaliar o valor dos resultados dos trabalhos do professor Rhine e sua equipe, serei obrigado a “fundir um pouquinho a sua cuca” com alguns números e expressões matemáticas. Mas apenas o mínimo e rigorosamente essencial. Prometo não maltratar.
Imagine um baralho Zener. São 25 cartas, cinco de cada uma de cinco figuras. Embaralhe, vá tirando uma a uma e marcando num papel os seus palpites. Esta é cruz, esta é onda, etc. No fim, veja quantas você acertou. Se acertou cinco das 25, isso é normal. A probabilidade, que você já sabe o que é, diz que esta é a chance normal. Uma em cinco. Acertar uma ou duas além das cinco, ou até menos de 5, também não significa grande coisa.
Agora descarte outra vez o baralho. E mais outra vez. Dez, 20, 100 vezes. Marque tudo. Veja depois a soma dos acertos além das cinco por vez. Se você rodou o baralho cem vezes, virou 2 500 cartas. Deveria ter acertado, pelo acaso, 500 cartas. Se, no total, acertou 580, isso já é interessante. E essa diferença entre o acerto real (580) e o acerto provável previsto (500) é chamada de DESVIO. Guarde esse nome. Ele é importante.
Nem todo desvio, porém, significa influência estranha, capacidade especial. Há um desvio aceito como normal de acontecer nas grandes quantidades.
Por exemplo: um fabricante de fósforos diz que na sua caixinha existem 45 palitos. Confira se tem uma à mão. Você, desconfiado da honestidade do fabricante, vai contar e só acha 42 palitos de fósforos. Pronto. Põe a boca no trombone chamando o homenzinho de ladrão. Mas, se se dispusesse a contar os fósforos de 100 caixinhas, veria que, em outras, o erro foi “para mais”. Há caixas com 48, 50 palitos. Mas a média dos erros, isto é, somando e dividindo os erros para mais e os erros para menos, você acabaria por verificar que havia sempre mais fósforos que os 45 em cada caixa. Você chamou de gatuno um comerciante honesto.
A essa média dos desvios (que os matemáticos chamam de a raiz quadrada da média aritmética dos quadrados dos desvios, mas que vem a dar naquilo mesmo que está ali em cima) nós chamamos de DESVIO-PADRÃO. Que tanto pode ser para mais como para menos. E que também se aceita como um desvio normal.
Por exemplo: naquela hipótese dos 100 descarte que você fez ainda agora, o desvio-padrão é mais ou menos 20. Ou seja, se você acertar, não exatamente 500 cartas, mas ficar entre 520 e 480 acertos, isso é considerado normal, dentro do acaso e da probabilidade.
Só é significativo aquilo que você acertar ACIMA DOS 520 ou ABAIXO DOS 480. Epa! Agora me lembro de que você tinha acertado 580 cartas e isso é digno de nota. Vamos, finalmente, ao elemento estatístico mais importante para o nosso estudo. Quando você fez 100 seqüências de baralho, acertou 580 palpites, 60 acima do desvio-padrão aceitável.
Divida agora o desvio que você obteve, 80, pelo desvio-padrão das séries realizadas, 20. O resultado é exatamente de 4. Esse número tem um nome importantíssimo: RAZÃO-CRÍTICA. E VOCÊ DEVE SER UM PARANORMAL!
Os estatísticos convencionaram, com apoio na experiência e no exame de milhões de casos, que o índice de significância, ou seja, de significado expressivo, fique acima do limite de 2,57 para a razão-crítica, o que representa uma probabilidade de 0,01, isto é, de UM por 100, ou ainda, a possibilidade de que aquele resultado fosse devido apenas ao acaso era de um caso em 100.
TUDO O QUE FOR CONSEGUIDO ACIMA DISSO, DEVE SER CONSIDERADO UM FATOR ESTRANHO AO ACASO.
Releia este capítulo antes de prosseguir. Depois guarde de memória este número: 2,57.Toda razão-crítica acima desse número é significativa de ação mental paranormal. #

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