Siga por e-mail

Seguidores

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sabbat Lugnasadh ou Lammas

Senhor do Milho

A Festa da Colheita

Lughnasadh era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol.

Pão de Lammas

Na Cultura Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos do povo. A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho.

Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.

O outro nome deste Sabbat é Lammas, que significa “A Massa de Lugh”. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os celtas faziam um pão comunitário, que era consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo.

Os pães da primeira colheita

O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais.

O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida.

Este é o primeiro dos três Sabaths da colheita. O Deus já dominou o mundo das trevas, e agora passará por leves mudanças, seu poder declinando subtilmente com o passar dos dias. Por isso, o honramos, e agradecemos pela energia dispensada sobre as colheitas.

Para adornar o Altar podem colocar entre outras coisas alguns pães ou fatias de pães diferentes, juntamente com porções de cereais e sementes, numa cesta de vime ou fibra natural.


NOME:
Lughnasadh é também conhecido como Lammas (Lê-se "lamas") ou Festival da Primeira Colheita. Dia sagrado no paganismo, em especial na religião Wicca. Celebrado no dia 2 de Fevereiro no hemisfério Sul e no dia 1º de Agosto no hemisfério Norte.

• Lughnasad= pronuncia-se Lunasá.
• Lammas= pronuncia-se Lamas.

SIMBOLISMO:
• Esse sabá, que ocorre entre o Solstício de Verão (Litha) e o Equinócio de Outono (Mabon), marca o fim do Verão e o início da época da colheita, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que colhemos. Agradece-se ao que foi bom e também ao que pareceu ruim, pois na religião Wicca crê-se que tudo o que acontece na vida faz parte no caminho evolutivo de cada um.
• O nome Lughnasadh veio duma festa agrícola típica dos Céltico. Uma festa da colheita em honra ao deus céltico do Sol: Lugh (o maior guerreiro dentre os celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos).
• Já o nome Lammas significa "A Massa de Lugh", que representa o alimento (geralmente pão ou bolo ou qualquer outra massa) feito com os grãos, que representam a colheita, e repartido (como alimento sagrado) entre os membros do coven ou da família ou mesmo entre amigos.

COSTUMES E TRADIÇÕES
Além da tradicional "Massa de Lugh", segundo a tradição da religião Wicca, nessa época são feitos bonecos de palha (de milho ou trigo) representando os Deuses, chamados de Senhor e Senhora do Milho. Esses bonecos são tidos como amuletos de proteção durante todo o ano, até o próximo Lammas, onde são queimadas na fogueira ou no caldeirão.
Na fogueira, os bonecos de milho do ano passado, juntamente com papéis contendo agradecimentos aos Deuses, são queimados; isso ocorre como uma maneira de lembrar aos wiccanos de que devemos queimar o passado e utilizá-lo como combustível para o nosso futuro.
As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproximando-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

CORRESPONDÊNCIAS
Em cada um dos 8 sabás da Roda do Ano na religião Wicca existem correspondências específicas para a composição dos rituais baseadas nos simbolismos de cada época.
Nomes Alternativos: Lughnashad, Elembrios, Harvest Tide, Teltain, Lughnasa, Lunasa ou Laa Luanys.

Ervas ritualísticas tradicionais: flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo, peônia, flor de trevo, heliotrópio, verbena, murta, rosa, girassol, musgo irlandês, trigo, salga, centeio, aveia, cevada, arroz, alho, cebola, manjericão, menta, babosa, acácia, folha de maçã, folha de framboesa, folha de morango, folha de uva, azevinho, confrei, calêndula, vinheiro, hera, avelã, espinheiro-preto, sabugueiro.

Plantas e frutos: Flores da acácia, aloés, olíbano, nozes, cerejas, arroz, cevada, urze, murta, girassol, milho, aveia, trigo, amoras, maçãs, além de todos os grãos e frutos maduros da estação.

Brasil:
Frutas do verão: Abacaxi, Banana-prata, Coco verde, Figo, Jabuticaba, Jaca, Kiwi, Laranja pera, Laranja seleta, Mamão Havaí, Manga, Melancia, Melão, Nectarina, Pêssego, Romã, Uva Itália.

Verduras e legumes da época: Alho, Batata, Catalonia, Milho verde, Salsão, Vagem.

Comidas típicas: Pães caseiros, bolos de cevada, cordeiro assado, além de tortas e outros pratos feitos a partir dos frutos da estação. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.

Bebidas típicas: Vinhos, cervejas, chás e sidras, além de sucos e outras bebidas preparadas a partir dos frutos da estação.

Incensos: acácia, aloés, olíbano, rosa e sândalo.

Cores: laranja e amarela. marrom, laranja, vermelho, amarelo.

Pedras: aventurina, citrino, peridoto e sardônia., olho-de-gato, topázio dourado, obsidiana, ágata, musgosa, rodocrosita, quartzo claro, mármore, ardósia, granito, seixos de rio.

Deuses geralmente representados: Lugh, Baco, Apolo, Rá, Ceres, Deméter, Mani, Urihi, Kupeirup, Iaçá, Danu, Gaia, Pele, Brigid, Uzume, e os demais deuses e deusas da colheita, fartura e proteção.

O RITUAL DE LAMMAS

Material necessário para a realização do Sabbat:

· Ramos de trigo

· Pães de vários tipos

· Cálice com vinho

· Velas amarelas

· Frutas como melão, bananas e abacaxi

· Incenso de sândalo

· Caldeirão

· Álcool

· Papéis com pedidos escritos

· Bastão

PROCEDIMENTO

Coloque o caldeirão ao centro do local onde você vai realizar o rito. Espalhe as velas por todo o cômodo. Coloque as frutas, os pães, os ramos de trigo e algumas velas sobre o altar. Acenda os incensos e lance o Círculo Mágico de forma usual. Despeje o álcool no interior do caldeirão e acenda-o. Então diga:

“Que neste dia sagrado, onde Lugh é homenageado os meus (nossos) anseios e desejos se realizem”

Pegue o bastão, toque o chão e depois o eleve aos céus girando no sentido horário dizendo:

“Que as sementes germinem, que o solo se fortaleça e torne-se fértil. Que a vida seja festejada e louvada pelo nome de Lugh, o Deus Sol, o iluminado e encantado”

Comece a girar o bastão em torno do caldeirão no sentido horário, com o papel dos pedidos em suas mãos. Imagine a concretização dos seus objetivos e acredite que todos os pedidos que foram escritos no papel se realizarão. Se mais pessoas estiverem presentes, peça para que façam o mesmo. Quando sentir que sua consciência encontra-se alterada e que do seu interior brota um profundo entusiasmo, jogue os papéis com os pedidos no caldeirão, dizendo:

“Nesse fogo, possam os meus desejos se elevar. O fogo é símbolo da transmutação e da purificação. Que através de seu poder tudo em minha (nossa) vida seja ativado para o meu bem e de todos da Terra!

Olhe profundamente no fogo que arde no caldeirão, mentalizando com profundidade tudo aquilo que você quer. Pegue o cálice com o vinho, eleve-a aos céus, dizendo:

“Oh, Poderoso Lugh, que esta libação seja feita em sua homenagem”

Tome um pouco do vinho e derrame-o sobre o chão. Vá até o Altar, eleve o bastão e toque-o nos pães e frutas. Reparta os pães e divida entre todos os presentes, se houverem. Caso contrário coma um pouco da alimentação, meditando sobre o significado do ritual. Destrace o Círculo Mágico, agradecendo aos Deuses.

P.S.: os ramos de trigo devem ser oferecidos às pessoas queridas, para que sirvam de amuleto. Oriente-as a guardá-los na carteira

O Lammas foi o primeiro Sabbat que comemorei, e ainda tenho ótimas lembranças dele, por isso resolve continuar a postagem dando umas receitas para complementar o seu Sabbat deLughnashad.

O “PÃO DE LAMMAS”

No ritual de Lammas é costume fazer o pão de Lammas como forma de agradecimento a tudo que a natureza nos deu durante o ano. Você pode até pensar da seguinte forma: “eu não planto absolutamente nada, apenas vou ao supermercado e compro”. Mesmo assim você compra algo que a natureza forneceu a todos nós de alguma forma, não é mesmo? Então, nada mais sensato que agradecer.

O Pão de Lammas é uma antiga tradição. Não se sabe ao certo quando começou, já que tudo está envolto em lendas e sempre há quem aumente ou exclua algum detalhe. Mas a lenda diz que as famílias se reúnem para celebrar e para tal fim, cada um trás um dos ingredientes e uma erva que representará a colheita.

É muito importante que a erva seja fresca e não desidratada. Então vamos à receita:

Ingredientes:

· 04 tabletes de fermento de pão;

· 01 xícara de leite;

· 01 colher de açúcar;

· 01 quilo de trigo;

· 04 colheres de sopa de margarina;

· 03 ovos;

· ervas frescas.

Procedimento:

Comece misturando o leite, o fermento e os ovos em uma vasilha. Acrescente um pouco de farinha, sendo uma quantidade suficiente para fazer um mingau. Reserve, cobrindo a vasilha com um pano. Deixe crescer em um local “aquecido” por aproximadamente 30 minutos.

Observação. O tempo varia dependendo do lugar. Se for usado uma estufa o tempo será menor. Se for ao ar livre, dependerá exclusivamente da temperatura do lugar. O importante é que a massa inicial cresça, dobrando de volume.

Após a massa crescer, você deve preparar a mesa e chamar todos que vão participar da confecção da massa. Peça para que todos se sentem e então traga a massa para a mesa. Comece adicionando trigo, quantidade suficiente para sovar a massa e a margarina. Em seguida, peça para que cada um adicione suas ervas. Eu geralmente uso: hortelã menta, salsinha, orégano, manjericão, manjerona.

Agora começa a parte mais importante, onde todos vão sovar a massa. Não pode esquecer-se de estar com as mãos limpas, tanto quanto os pensamentos. Toda a nossa energia irá para a massa que deve ser bem sovada. Inicialmente a massa gruda nas mãos e depois começa a tomar definição de massa de pão, aos poucos vai soltando das mãos. Adicione o trigo enquanto for suficiente.

A massa estará pronta quando está mudar de cor. Inicialmente ela tem uma tonalidade escura, mas aos poucos começa a ficar mais clara, um tom de creme brilhante, muito bonito.

Separe em partes iguais aos participantes da mesa, sendo que cada um deve preparar o seu próprio pão, sempre no formato desejado. O melhor é o redondo para representar a terra, o sol, a lua. Mas não é obrigatório, fica a critério.

Deixe a massa crescer até dobrar de tamanho e em seguida leve ao forno pré-aquecido. Quando tirar do forno, leve a mesa ou para o seu ritual seguido de uma bela xícara de chá quente e não se esqueça de agradecer a natureza antes de comer e dividir entre seus familiares.

Um pedaço desse pão pode ser colocado dentro das “latas” de arroz ou feijão para que nunca falte alimento em sua casa. É uma tradição antiga e olha que funciona…

Ps. A Su fez a receita do domingo passado e disse para a Lu que adicionou umas coisinhas a mais e que ficou delicioso. Bem, a Lu disse que a cozinha é isso, uma arte pessoal onde os ingredientes são nossos e a combinação depende do nosso paladar e da maneira como tratamos os elementos que estão a nossa disposição. Ela mesma nunca segue receitas e sempre tem dificuldade em fornecer receitas. Sempre usa a quantidade necessária o que não significa exatamente um quilo ou uma xícara.

BONECA DE LINHA

Como o ritual de Lammas celebra a Primeira Colheita, um dos costumes é a confecção da “Boneca do Milho”. Eu vou ensinar aqui hoje um modelinho bem simples que é feito a partir de lã e que eu encontrei aqui. O procedimento é bem simples e dá pra você usar o mesmo processo na hora de fazer com as palhas do milho.

Passos:

Decida o tamanho da sua boneca. O quão grande ou pequena você a quer? Escolha um pedaço de papelão que seja mais ou menos desta altura. O cartão do exemplo, uma velha prancheta de notas, tem 14 cm de altura.

Escolha uma linha macia e enrole ao redor do papelão, finalizando com um nó para segurar tudo junto.

Continue a enrolar a linha. Você vai precisar de pelo menos 100 voltas para uma boa boneca. Quanto mais voltas, mais espessa será a boneca. Na última volta, faça um laço para prender a ponta.

Passe uma linha entre as voltas e o papelão. Puxe para cima e amarre com um nó bem apertado. Isto vai ajudar a manter as tiras de linha juntas no centro do papelão. Para fazer um lacinho, use um pedaço de linha de cor diferente.

Remova a linha do papelão. Amarre um pedaço de linha com um nó bem apertado onde você gostaria de colocar o pescoço. Não se preocupe se ficar muito grande ou pequena você pode ajustar depois.

Separe o corpo em três partes: as duas de fora devem ser menores que a do meio, e devem ter a mesma espessura. Elas serão os braços da boneca. Amarre uma corda onde você gostaria de colocar a cintura na seção do meio.

Amarre a ponta dos braços nos pulsos e corte o excesso de linha.

Corte as voltas do corpo para fazer uma saia. Se quiser, você pode fazer pernas ao invés de saia separando a parte do meio em duas a partir da cintura, e amarrando como fez nos braços.

Dica:

· Bonecas de palha de milho são feitas de maneira similar, só que com palha de milho no lugar de linha.

· Para fazer uma boneca de linha gigante, use um esfregão de corda ao invés de linha. Retire o esfregão da peça de plástico que segura as linhas, dobre no meio e amarre para fazer a cabeça.

· Para desperdiçar menos linha, após amarrar a linha em cima do cartão, corte os laços do outro lado antes de separa-la em braços e pernas. Isto reduz a quantidade de linha desperdiçada ao cortar e acertar as pontas após terem sido separadas em braços e pernas.

· Tente algumas variações, como um laço de fita ou usar duas cores de linha sucessivamente.

O ALTAR DE LAMMAS

No altar, tradicionalmente são organizados com representações dos Quatro Elementos (terra, fogo, água e ar) e das Divindades.

A decoração do altar fica sempre a crédito da nossa própria imaginação e criatividade. Não há exatamente um procedimento a ser seguido, basta você sentir-se confortável e conhecer bem o ritual que irá praticar. Lembre-se que é através do seu altar que irá homenagear ou simplesmente agradecer aos Deuses…

Em Lammas por exemplo, vamos agradecer a Primeira Colheita, é um momento de festejarmos os alimentos que vão diariamente a nossa mesa. Também é um momento de reflexão pois o Deus Lugh sacrificou-se para que a vida tivesse continuidade. Mais uma vez a Roda do Ano seguiu seu curso natural e somos felizes por isso…

Portanto, levemos para o nosso altar as frutas e legumes que são colhidos na Primeira Colheita como forma de agradecimento. O caldeirão para representar o ventre da Deusa e a própria Terra. As sementes que nos é entregue pela Deusa, ela garantirá a nós a continuidade da Vida…

Também podemos adornar o altar com velas nas cores desse ritual (marrons e laranjas) – representando os elementos: incenso de sândalo (ar) um pires com sal (terra) um cálice com água (água) e uma vela (fogo)…

Ramos de trigo representando a colheita, pão de Lammas representando todos os elementos e o Pentagrama representando o homem diante do universo.

Abaixo, algumas fotografias de Altar de Lammas para que você possa ter uma ideia do que fazer na hora de preparar o seu altar.

imageimage

image

image

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.