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sexta-feira, 30 de março de 2012

Ética de Magos e bruxas


Ética das bruxas e dos bruxos
A Bruxaria, por não ser uma prática unificada, não possui leis próprias como algumas religiões, por exemplo, mas as bruxas e bruxos reconhecem um certo código de ética entre si, que não é secreto, e sim bastante dedutivo, à medida que você começa a lidar com a Magia.


Obviamente a Magia em si possui algumas leis, que não passam de leis da própria Natureza. Há a célebre frase: “Não há nada que a ciência tenha dito que eu não tenha visto como Bruxa“, e é verdade. Nossas leis são as leis naturais.
No entanto, a partir desse princípio, ao lidar com a Magia deparamos com certas questões que nos fazem cair num dilema moral: Feitiço de amor é válido? Até onde vai o conceito de livre-arbítrio? Qual o limite entre ajuda astral e intervenção desnecessária? Abrimos este espaço então para discutir todos esses fatores.
O que é o Livre-Arbítrio?
Entende-se por livre-arbítrio a capacidade que o ser humano tem de escolher seu próprio caminho. Assim, se uma pessoa faz algo que você não gosta, você tende a respeitá-la, já que respeita seu livre-arbítrio. Não mandamos nas pessoas; não as manipulamos. Manipular alguém é interferir no livre-arbítrio.
Quando influenciamos alguém a tomar determinadas atitudes, o conceito do livre-arbítrio pode ficar confuso. Dar conselhos significa interferir no livre-arbítrio da pessoa? Ou seria intervenção apenas uma insistência psicológica com intenções nem tão louváveis?
Vamos dar um exemplo dentro de nossas práticas. Suponhamos que Mariazinha é apaixonada por Zezinho. Acontece que Zezinho já gosta de outra pessoa. Mariazinha tem duas opções: ela pode fazer um ritual para atrair amor para sua vida (geral) ou pode fazer um ritual pedindo que Zezinho goste dela (específico).
No segundo caso, ela está interferindo no livre-arbítrio daquela pessoa. No primeiro, ao pedir que o amor venha à sua vida na forma de um namorado, Mariazinha move as energias à sua volta para possibilitar novos encontros e oportunidades. Quem sabe com o próprio Zezinho, se as condições forem favoráveis. Mas, no segundo caso, ela direcionou a sua energia para ele, especificamente, pedindo que ele gostasse dela. Ela interferiu em seu livre-arbítrio. Seu feitiço provavelmente deve funcionar, mas aí entramos com a questão: isso foi certo?
O certo e o errado
Como definir o que é certo e o que é errado na Bruxaria? Como definir o que é certo e o que é errado em nosssa vidas?
Temos algo chamado consciência. Outra coisa chamada responsabilidade. Respeitar o livre-arbítrio não é uma “lei” da Bruxaria, mas é um código ético que a maioria das Bruxas respeita. Não há de fato como saber exatamente o que é certo e o que pode ser errado, mas temos certos parâmetros pessoais que moldam nossas atitudes. Certamente você deve estar achando a atitude de Mariazinha errada, quando ela faz um feitiço para conquistar Zezinho. De alguma forma, você sabe que interferir no livre-arbítrio das pessoas pode não ser o mais correto.
Entremos então em outro caso. Suponhamos que a avó de uma Bruxa esteja muito doente. A velhinha já está quase no fim da vida, mas sua neta a ama muito e quer o seu bem. Dessa forma, ela (a bruxa) realiza um ritual de cura com o objetivo de fazer a sua avó sobreviver ao seu tratamento. Consegue. Porém, alguns dias depois a sua avó vem em sonho e pede-lhe que a deixe morrer, pois já está cansada demais da vida e deseja descansar.
Esse é apenas um dos infinitos exemplos de como a Magia usada de forma “certa” pode acabar sendo “errada”. A bruxa queria apenas o bem para a sua avó, mas interferiu em seu livre-arbítrio para escolher se era isso mesmo o que ela queria. De toda essa discussão, a única conclusão que podemos tirar é que o conceito de bem ou mal é relativo e que o respeito ao livre-arbítrio é uma das ferramentas mais importantes da ética das bruxas.
Como saber que atitude tomar?
Você pode estar passando por uma situação semelhante. Se não passou ou está passando, provavelmente ainda irá passar muitas vezes. As indecisões com relação à intervenção (ou não) na vida das pessoas sempre nos fazem pensar. E está certo. Devemos realmente ponderar muito antes de realizar um feitiço, pois este só será realizado se as intenções forem verdadeiramente fortes.
Há diversas maneiras de se tomar uma decisão a esse respeito. A mais óbvia, claro, é confiar na intuição. Mas muitas vezes acabamos nos envolvendo tanto no problema que já não sabemos se a nossa intuição está sendo influenciada por nossos sentimentos. De qualquer forma, é sempre preferível confiar nela que em qualquer outra coisa.
Outra atitude que você pode tomar é a consulta aos oráculos. Se você costuma lidar com eles, podem ser de grande ajuda nessa hora. Deite as cartas, lance as runas, pergunte ao pêndulo, observe a água e o fogo. Cada um tem o seu oráculo preferido, que se dá melhor. Jamais se esquecendo de que a intuição não está nunca separada da interpretação dos mesmos.
O que o código de ética das bruxas e bruxos diz: Não é proibido interferir no livre-arbítrio das pessoas, mas lembre-se de que, ao fazer isso, você terá tudo de volta três vezes maior. Pense bem no que vai fazer. Ninguém vai lhe dizer o que é certo ou errado, mas você deve ter responsabilidade e desejar sempre o melhor para todas as pessoas, inclusive você mesma(o).

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