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sexta-feira, 30 de março de 2012

Mantras


Um mantra – em japonês, “shingon” –, é uma série de sílabas que invocam um certo tipo de energia. A repetição, em sânscrito, “japa” – de mantras na corrente Vajrayana é tão importante que o budismo esotérico também é chamado Mantrayana, o Veículo do Mantra. Existem também os dharanis, mantras mais longos, e as “sílabas semente” que sintetizam a essência da mente iluminada.

A raiz man da palavra mantra significa “pensar”, enquanto o sufixo tra exprime um instrumento, um recurso de acionamento. Em japonês, shingon significa “a verdadeira palavra”. O mantra é, portanto, o nome primordial, a verdadeira palavra que carrega o seu poder originário de criação; é a atividade secreta da palavra que traz consigo a essência de todos os seres. Logo, o mantra é um tipo deKotodama e uma das manifestações do segundo mistério do San Mitsu, um dos três pilares da Magia Oriental prática: a Palavra.
O mantra age a partir da vibração, sendo o som a sua manifestação física. Através da pronunciação repetida, é possível obter controle sobre a forma de energia gerada por ele. A repetição, em sâncrito “japa”, é feita utilizando-se um rosário (“mala”) budista, que contém 108 contas. No momento que se inicia a repetição de um mantra sem a necessidade de contar, desliga-se a mente objetiva, propiciando o alcance do estado meditativo profundo.
Um dos mantras mais conhecidos do budismo tibetano é o OM MANI PADME HUM. OM, simbolizando a origem, a Fonte Suprema, o Dharmakaya, o Absoluto, é uma palavra de grande poder criativo, considerada com freqüência como sendo a soma de todos os sons do universo. MANI PADME (joia no lótus) possui vários conceitos como: a sabedoria essencial que existe no âmago da doutrina budista; a sabedoria esotérica da Vajrayana contida na filosofia esotérica Mahayana; a Mente contida dentro de nossas mentes; o eterno no temporal; o Buda em nossos corações; a meta (suprema sabedoria) e os meios (compaixão); HUM é o condicionado no incondicionado; representa a realidade sem limites incorporada dentro dos limites do ser individual e, deste modo, une todos os seres e objetos separados ao OM universal; é a não-morte no efêmero, além de ser uma palavra de grande poder que destroi os empecilhos criados pelo ego.

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